Rompimento do lacre, alarme falso, pulseiras largas e constrangimentos foram os principais problemas relatados por presos na primeira saída temporária com a tornozeleira eletrônica no Estado de São Paulo.
Dos cerca de 23 mil presidiários beneficiados para passar Natal e Ano-Novo em casa, 4.635 tiveram de usar o equipamento. Os detentos começam a voltar amanhã às cadeias.
Um dos problemas ocorreu com a presa K., 36, que deixou a Penitenciária Feminina do Butantã (zona oeste), no último dia 23. A tornozeleira ficou larga em sua perna. “Por causa disso, eu nem saí de casa.’’
A presa V., 32, diz que sentiu-se constrangida ao comprar um par de sandálias no Tatuapé (zona leste). “[A vendedora] Ela se assustou e eu passei vergonha’’, afirma.
No Centro de Progressão Penitenciária de São Miguel Paulista (zona leste), um terço das 68 tornozeleiras apresentou problema. Houve ainda casos de presos que tiraram a tornozeleira para fugir. (Folhapress)
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