O arrependimento bateu e os nove presos que ocupam a carceragem da Seccional do Comércio, resolveram continuar custodiados na unidade policial. A grande curiosidade dessa história é o motivo da desistência. Devido à consideração para com o chefe de operações, investigador Alberto Paixão, a quem os detentos contaram os planos, a fuga não teria se consumado.
A fuga aconteceria na madrugada de ontem (3). “Quando cheguei de manhã e fui fazer a contagem dos presos, eles disseram que tinham algo para me contar. Eles falaram: Tem algo que fizemos de errado e que o senhor vai ficar chateado. Serramos a grade com uma faca de pão”
Os detentos conseguiram serrar e retirar uma barra de ferro, por onde passaram para o corredor da carceragem que dá acesso a um sala. “Eles usaram essa barra de ferro para furar a parede, mas desistiram na metade do serviço. Chegaram a quebrar um cano que passa por lá. E desistiram. Não sei porque não fugiram. Não acredito em arrependimento”, disse, desconfiado, o investigador Paixão.
Os detentos poderiam ter morrido eletrocutados, caso conseguisse furar a parede. “Do outro lado fica a casa de força da Seccional e, como conseguiram furar o cano, poderiam ter morrido por causa de uma forte descarga elétrica”, explicou o investigador.
Paixão é um dos policiais mais respeitados pelos presos. São 18 anos de profissão, sendo três no comando das investigações na Seccional do Comércio. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar