Não é de hoje que o Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) é alvo de notícias envolvendo fugas, esbórnias de presos, ou até mesmo regalias como o privilégio de ter telefones celulares nas celas. Na manhã de ontem (3), agentes prisionais, com ajuda de policiais militares recolheram diversos objetos, dentre estoques, maconha, celulares e 36 litros de cachaça.
A bebida faz parte de uma antiga prática que acontece sistematicamente nesta casa penal. Os presos saltam os muros, vão até a Vila Fuscão, no KM 21, compram a bebida, vêm até Marabá e retornaram levando droga e a bebida.
Dentro, atuam como verdadeiro comércio e faturam alto. Tudo isso acontece aos olhos embaçados das autoridades. Esta casa, penal, até o final do ano passado estava sob a intervenção de Ringo Alex Raiol. O Crama é o que se pode chamar de uma “bomba relógio”, com o estopim aceso e prontinha para ser detonada a qualquer momento.
Falando em detonação, os detentos desta casa penal, no dia 20 de novembro do ano passado tentaram fugir usando a tática do “cavalo doido” e detonaram uma banana de dinamite, outras três foram localizadas nas celas. Tal tentativa demonstra o quanto o crime está organizado, inclusive há possibilidade real de haver um braço do Primeiro Comando da Capital (PCC) controlando tais ações dos detentos.
Nunca é demais lembrar que o major comandante da 26ª Zona de Policiamento Militar (26ª ZPol), Denner Eudes Favacho da Rocha denunciou que constantemente os detentos desta casa penal saiam das celas para comprar drogas, bebidas e até cometer assaltos na cidade e retornavam para o Crama. A apreensão do farto material indica que, de fato, os detentos estão “dando as cartas” nesta casa penal, que não tem uma direção desde o final do ano passado. (Diário do Pará)
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