Duas pessoas, entre elas um adolescente de 17 anos, foram detidas na madrugada de ontem (6), no bairro D.Aristides, em Marituba, portando uma arma de fabricação caseira. Um dos acusados, Tiago Silva de Assunção, de 18 anos, já esteve preso pelo crime de porte ilegal de arma.
A detenção da dupla ocorreu na rua João Paulo II, no bairro D. Aristides, quando uma viatura da 18ª Zpol passava pelo local, em ronda. O cabo PM Antonio e os soldados Santana e Antonivaldo desconfiaram da atitude de dois rapazes que caminhavam pelo local. Eram por volta de 5h30 e os policiais decidiram abordá-los.
Tiago e o adolescente não esboçaram nenhuma reação e foram rapidamente revistados. Com eles, os policiais encontraram uma arma caseira de calibre 20, carregada com um cartucho. Tiago e o menor não souberam dizer para que usariam a arma. Os policiais acreditam que a dupla ia praticar assaltos contra as pessoas que passam pelo local a caminho do trabalho.
Os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados para a seccional de Marituba. Na unidade policial, Tiago tentou dizer que a arma pertencia ao adolescente de 17 anos e este confirmou a informação. Mas os policiais que detiveram os dois acusados relataram que quem estava com a arma era Tiago. O acusado ainda informou que já esteve preso pelo crime de porte ilegal de arma, mas que só passou dois dias preso.
Após os depoimentos, Tiago Assunção foi autuado pela segunda vez pelo crime de porte ilegal de arma. Ele vai permanecer preso no xadrez da seccional. O adolescente foi encaminhado para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA) da Polícia Civil para os procedimentos legais.
Prisão preventiva vai ficar a cargo do MPE
O delegado Glauco Nascimento, da Seccional Pedreira, concluiu na manhã de ontem o inquérito que apura o episódio em que uma parturiente jogou o filho recém-nascido por cima de um muro.
O fato ocorreu na véspera do Natal passado. A acusada, Elinaura do Nascimento, 21 anos, foi indiciada por tentativa de homicídio qualificado e dolo eventual, mas Glauco optou por não pedir a prisão preventiva da acusada.
O delegado deixou a decisão de pedir ou não a custódia preventiva de Elinaura para o Ministério Público que irá apreciar todo o inquérito, antes de encaminhá-lo à Justiça.
Esclareceu ainda que enquadrou a acusada por Dolo Eventual, pois ao arremessar o filho para o quintal do vizinho, ela assumiu o risco de a criança morrer.
Elinaura, no último dia 24, deu a luz um bebê do sexo masculino, porém, como escondia a gravidez, alegando que sua mãe não a queria com mais um filho (ela já possuia outra criança, deixada com sua mãe), resolveu jogar o filho para a casa de um vizinho.
Ela estava na casa do patrão onde trabalhava como doméstica, na travessa Mauriti, bairro da Pedreira, e arremessou o filho dentro de um saco plástico. A criança foi encontrada horas depois e recebeu assistência médica. (Diário do Pará)
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