A repórter Maritânia Forlin, de 28 anos, da RIC (Rede Independência de Comunicação), afiliada da Record no Paraná, foi presa ontem (6). Ela e mais 16 pessoas são suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas, roubos e homicídios em Campo Mourão. Duas pessoas, entre elas um advogado, ainda estão foragidas.
Maritânia é apontada como amante do chefe da quadrilha. Ela negou que fizesse parte do esquema, mas a polícia tem gravações de áudio que comprovam o envolvimento dela.
Repasse de informações
As investigações começaram logo depois da morte de João Luiz Conrado, filho do ex-chefe do Núcleo Regional de Ensino. Ele era viciado e foi executado pela quadrilha. As informações são do delegado José Aparecido Jacovós, titular da delegacia de Campo Mourão.
De acordo com a polícia, a repórter fazia o repasse de informações privilegiadas do rádio e de delegacias ao seu amante. Ela foi presa de manhã em sua casa. Segundo o delegado, a repórter confirmou que mantinha relacionamento com Gilmar Tenório Cavalcanti, que também foi preso, apontado como o chefe da quadrilha.
Durante as investigações foram apreendidos 40 quilos de maconha, mais de 300 pedras de crack, cinco veículos e R$ 28 mil. De acordo com o delegado, a quadrilha é responsável pela maior parte dos crimes registrados na cidade.
Esclarecimento
Em nota, a RIC-TV esclarece que a jornalista Maritânia Forlin foi repórter contratada da produtora AWR Publicidade e Propaganda Ltda. Ela trabalhou em um programa da emissora e foi demitida da produtora há quase três meses. (eband)
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