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POLÍCIA

Vinte detidos em ação de combate à pirataria

Toneladas de materiais contrabandeados, mídias pirateadas, roupas de grife falsificadas, equipamentos eletrônicos e até caça-níqueis foram apreendidos na manhã de ontem numa das maiores operações realizadas em conjunto por órgãos públicos do Estado e da P

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Toneladas de materiais contrabandeados, mídias pirateadas, roupas de grife falsificadas, equipamentos eletrônicos e até caça-níqueis foram apreendidos na manhã de ontem numa das maiores operações realizadas em conjunto por órgãos públicos do Estado e da Prefeitura de Belém.

A operação teve início na madrugada de ontem e 20 pessoas foram detidas durante a ação de combate à pirataria e ao contrabando na capital.

Foi de surpresa que policiais da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), da Polícia Civil, da Delegacia de Meio-Ambiente e Divisão de Repreensão ao Crime Organizado (DRCO), peritos criminais do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” (CPCRC), homens da Guarda Municipal e fiscais da Secretaria Municipal de Economia (Secon) cercaram várias ruas do centro comercial de Belém.

Eram 5h30 de ontem quando quatro pontos já mapeados durante os dois meses de trabalho de inteligência que antecederam a operação. Foram abertos, através de mandados judiciais, depósitos de mercadorias que são comercializadas pelos camelôs da área do Comércio. Em cada depósito havia mercadorias diversas, a maioria produtos de contrabando ou falsificações de grifes. Mas a maior parte eram as mídias pirateadas (CDs e DVDs).

O volume de produtos encontrados nos depósitos surpreendeu os coordenadores da operação, o delegado João Bosco, diretor da DRCO, e a delegada Socorro Maciel, titular da Delegacia do Consumidor (Decon). “Estamos aqui para fazer a apreensão de produtos contrabandeados. As apreensões estão sendo feitas em três pontos, onde estão guardadas mercadorias de origem ilegal. Mas a quantidade de produtos nos surpreendeu”, disse o delegado Jão Bosco.

A delegada Yone Coelho, que também autuou na operação, destacou que para muitas pessoas esse tipo de operação pode parecer antipática, em razão do consumo dos produtos pirateados. “Não dá para aceitar que essa prática continue. Temos de lembrar que essa atividade e outras afins deixam de gerar empregos, causam prejuízos aos cofres públicos, pois não geram renda para o Estado e para o País”, ressalta.

CAMINHÕES

Foram necessários dois caminhões para carregar todo o material apreendido durante a operação. Havia um depósito na travessa Campos Sales, entre João Alfredo e a Quinze de Novembro, outro na travessa Sete de Setembro, próximo a João Alfredo, mais um às proximidades da Praça da Bandeira e por fim um estacionamento na rua Riachuelo. Neste último local os policiais encontram máquinas caça-níqueis que também foram apreendidas.

Todo o material foi encaminhado à sede da DIOE, onde os produtos seriam periciados e contabilizados. Posteriormente a Justiça irá determinar o destino desse material, mas a certeza é que tudo seja incinerado assim que houver essa determinação.

As 20 pessoas detidas foram encaminhadas à DRCO, onde seriam ouvidas em depoimentos. Nos casos de autuação, os acusados serão enquadrados nos crimes contra o consumo e violação de direitos autorais. (Diário do Pará)

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