Noite de quinta-feira, 27 de janeiro. Ivanilson Cabral Moreira, 20 anos, está na casa de uma irmã dele, localizada à beira de uma estreita ponte de madeira sobre o igarapé que corta a Terceira Rua da Olaria, no Tapanã, bairro da periferia de Belém. Por volta de 22h30, um homem identificado como “Leo” bate à porta, chamando por Ivanilson. “Leo” e Ivanilson atravessam a ponte e ficam ali conversando por alguns minutos, em companhia de um mototaxista.
A conversa foi interrompida pela chegada repentina de dois homens em uma moto, que atiraram várias vezes. Um dos projéteis acertou a cabeça de Ivanilson. Mesmo ferido, ele andou por alguns metros até cair no meio da ponte.
Familiares do jovem ainda tentaram socorrê-lo, trazendo-o de volta à casa da irmã, mas ele não resistiu. A versão aqui descrita foi contada por familiares da vítima a policiais civis e militares que participaram dos primeiros levantamentos sobre o crime.
FUGA
O homem conhecido como “Leo”, e o mototaxista que conversava com Ivanilson conseguiram fugir sem serem atingidos. Para a mãe de Ivanilson, o filho foi morto devido a um engano.
“Essa morte não era para o meu filho, era para o ‘Leo’. Meu filho era um menino que não brigava, nunca puxou confusão com ninguém!”, dizia a mãe da vítima, aos prantos.
O inquérito que deve apurar as circunstâncias do homicídio de Ivanilson Moreira será instaurado na Seccional de Icoaraci. Resta à Polícia Civil localizar as testemunhas do assassinato na tentativa de elucidar o crime. (Diário do Pará)
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