Até que ponto vai a audácia de um criminoso? Na tentativa de prestar solidariedade a outro bandido, preso por violar a condição, a Polícia Civil recolheu à cadeia pública da Delegacia de Polícia Civil de Uruará Wesley dos Santos Lemos de 20 anos, conhecido como “Tetéu”.
O preso, de acordo com os policiais, é acusado de cometer vários assassinatos no município de Altamira e na cidade de Macapá, sendo que em Altamira foi reconhecido pelo homicídio ocorrido no final do ano passado em que foi vítima Apolinário Ferreira de Araújo, conhecido por “Polim”.
A vítima foi assassinada com cinco tiros, disparados por “Tetéu”, fato que revoltou a população de Altamira à época do crime, devido a vítima ser benquista na sociedade. O motivo do crime praticado pelo pistoleiro foi qualificado pela polícia como fútil.
Logo após o crime, o acusado se escondeu e, no fim de semana que passou, teve a “cara de pau” de se dirigir à delegacia do município de Uruará, na região Sudoeste do Pará, para visitar um conhecido seu de apelido “Itaituba”, que também estava preso por estar violando sua condicional.
Pensando que estava impune, Wesley dos Santos Lemos apareceu na unidade policial para prestar sua “solidariedade” a “Itaituba”, que havia saído há poucos dias da cadeia por assalto à mão armada, e acabou preso por ter sido encontrado fora do horário previsto pela Lei das Execuções Penais.
COMPANHIA
Quando esperava a permissão para visitar o amigo, “Tetéu” foi reconhecido por uma testemunha ocular como autor dos disparos que ceifaram a vida do homem conhecido carinhosamente por “Polim” em Altamira. Dessa forma, “Tetéu” acabou fazendo companhia ao amigo na cadeia. (Diário do Pará)
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