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POLÍCIA

Jovem é morto por bater em retrovisor de carro

Daniel Barbosa dos Santos saía de um bar, na rodovia Augusto Montenegro e, quando atravessava uma passagem, esbarrou no retrovisor de um veículo que passava pelo local. O simples incidente terminou de forma trágica. Daniel foi perseguido por desconhecidos

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Daniel Barbosa dos Santos saía de um bar, na rodovia Augusto Montenegro e, quando atravessava uma passagem, esbarrou no retrovisor de um veículo que passava pelo local. O simples incidente terminou de forma trágica. Daniel foi perseguido por desconhecidos e, após ser alcançado, foi executado com três tiros.

A confusão, segundo o irmão de Daniel, Fábio Barbosa dos Santos, começou depois que eles saíram do estabelecimento. “Nós estávamos bebendo e por volta das 4h ele me disse: ‘Mano, vamos embora que amanhã tenho de trabalhar cedo’. Não aconteceu nada de errado no bar. Não houve discussão ou qualquer outro problema”, recorda Fábio. Fábio conta que quando estavam passando pela rua ao lado do bar, surgiu um carro preto, cujo modelo ele não soube precisar, e Daniel esbarrou com o cotovelo no retrovisor do veículo.

“O motorista desceu do carro já armado e atirou na direção do meu irmão. Mas não acertou e meu irmão correu para o outro lado da rua. Ouvi o cara dizer: “Vamos pegar esse moleque”. Eu gritei dizendo: ‘Não faz isso que meu irmão não é bandido’. Acho que ele pensou que meu irmão tivesse batido no carro”, disse Fábio. Daniel atravessou a Augusto Montenegro para a pista de sentido Belém-Icoaraci e Fábio seguiu atrás. Foi nesse momento que um segundo veículo apareceu e um homem desceu do interior de um Palio prata.

“Deu pra ver que era um policial militar porque ele estava vestindo a parte de baixo do uniforme, mas sem a parte de cima. ‘Cadê o cara?”, ele me perguntou. Depois me disse: ‘Vai-te embora’. Depois, me afastei e ouvi três tiros. Quando voltei meu irmão já estava caído”, relatou Fábio.

Após o crime a polícia foi acionada e uma equipe da 5ª ZPol, comandada pelo aspirante Eder Santos foi até o local. Eder comunicou o crime à Seccional da Marambaia. O delegado João Carlos do Carmo também foi até o local e iniciou as investigações do crime. Ele conversou com Fábio, que foi conduzido para a seccional para prestar depoimento.

Fábio disse que Daniel não tinha envolvimento com o crime e que era muito trabalhador. “Ele trabalhava com venda de areia, barro e seixo para estâncias em Icoaraci. Os donos de estâncias conheciam ele”, afirma. O único problema, recorda Fábio, é que Daniel, quando bebia, se tornava violento. “Faz uns três anos que não saía com ele. Mas quando ele disse que ia sair, resolvi ir com ele. A mulher dele ainda pediu para ele não sair”, lamenta Fábio. (Diário do Pará)

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