Antenilson Jacson Santos, de 36 anos, o “Seu Branco”, colocou a arma na cintura e saiu de casa se sentindo protegido de um homem que, segundo ouviu falar, queria matá-lo. No começo da noite de segunda (07), quando estava na venda de batata frita da esposa, na praça central de Ananindeua, se aproximou de Ronildo de Matos Silva e deu dois tiros. “Me disseram que ele (Ronildo) queria me matar. Eu não sei nem o nome dele. Quando vi ele se aproximando da barraca de batata, fui mais rápido. Só queria me proteger”, justificou.
Depois de atirar, Antenilson foi até uma parada de ônibus esperar pela esposa. Quando os dois estavam quase chegando à casa deles, na rua da Estrelinha, no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, foram surpreendidos pelos investigadores Maxi Bitencourt, Nelton Silva e Francisco Ferreira, comandados pelos delegado da Seccional do Paar, Aladir Vieira Moraes.
A vítima recebeu dois tiros na altura do pescoço e foi socorrida por Priscila da Silva, que a levou para o Hospital Metropolitano. “Depois que ela deixou a vítima no hospital, veio aqui (na unidade policial) e disse onde estava o Antenilson. Toda essa história está muito estranha e nós vamos investigar”, disse o delegado.
O que a polícia acha estranho é o fato de Vanessa ter passado na hora e ajudado a vítima. “O irmão da Priscila era ladrão e um dia assaltou a casa do Antenilson. Depois morreu. A família o acusa de ter mandado matar o rapaz, que era conhecido como ‘Leandro’. Depois apareceu esse Ronildo morando na casa da Priscila. Estamos investigando se ela (Priscila) estava na praça e deu a dica de quem era o Antenilson”, disse o delegado.
O irmão de Prsicila foi morto em setembro. No mês de dezembro, quando soube que estava sendo ameaçado de morte, Antenilson comprou o revólver. Segundo contou, a arma, calibre 38, foi comprada há três meses por R$600 no município de Concórdia do Pará. (Diário do Pará)
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