Carlos Lacerda foi preso, na manhã de ontem, portando uma granada não-letal de uso exclusivo das forças armadas. Segundo informações da Polícia Militar, ele teria usado o projétil para ameaçar um vizinho durante uma discussão na avenida José Bonifácio, no bairro do Guamá.
Segundo o soldado Arthur e o oficial Rusimuller, da 20º BPM / 11ª Zpol, da Polícia Militar, durante ronda com a viatura 9425, avistaram Carlos Lacerda andando pela rua com um objeto estranho em mãos. “Quando chegamos em frente ao edifício José Bonifácio, encontramos o cidadão com um artefato em mãos. Ele, aparentemente sob efeito de bebida alcoólica, pegava o objeto como se fosse um taco de beisebol e gritava ameaçando outra pessoa. Então, o paramos e foi verificado que se tratava de uma munição militar”, conta.
Na Seccional do Guamá, Carlos Lacerda negou toda a situação, falou sorrindo e aparentemente embriagado: “Não tinha nada em mãos. Estava andando e eles (PMs) me prenderam”. Questionado sobre a discussão com o vizinho, ele disse: “O rapaz estava discutindo com ele mesmo”.
As informações gravadas no artefato constam o lote de 01/05/1983, e as inciais que correspondem a uma granada de uso exclusivo das forças armadas para ações “inerte”, ou seja, não-letal. De acordo com a diretora da Seccional do Guamá, Márcia Machado, o Comando de Operações Especiais informou que esse tipo de munição é usado para treinamentos sem causar danos a seres humanos. Ainda segundo ela, posteriormente, Carlos pode ser indiciado por porte ilegal de artefato de uso exclusivo das forças armadas. (Diário do Pará)
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