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POLÍCIA

Voz feminina atrai desempregado para a morte

As investigações da Divisão de Homicídios devem levar a identificação de uma mulher que atraiu o desempregado Peter John Conceição Santos, de 23 anos, para um encontro macabro com a morte, na invasão Parque Verde, no bairro do Tapanã. Os primeiros levant

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As investigações da Divisão de Homicídios devem levar a identificação de uma mulher que atraiu o desempregado Peter John Conceição Santos, de 23 anos, para um encontro macabro com a morte, na invasão Parque Verde, no bairro do Tapanã.

Os primeiros levantamentos da equipe do delegado Adelino Serra, da Divisão de Homicídios, dão contade que Peter estava em casa na passagem São Benedito, no Parque Verde, deitado com sua mulher, quando uma voz feminina o chamou.

Mesmo com os pedidos da companheira para não sair, a vítima que, segundo a Polícia Civil, deveria conhecer a “dona da voz”, ignorou os apelos e saiu de casa, entrando em um beco onde um homem montado em uma bicicleta a executou com 3 tiros na cabeça. Os estampidos aguçaram a curiosidade popular e logo o corpo estava cercado por uma “multidão”. No entanto, a tradicional e conhecida “Lei do Silêncio”, aliada incondicional da impunidade, falou mais alto e ninguém viu ou conseguiu identificar a mulher “mui amiga” da vítima e muito menos o assassino.

A família de Peter John Conceição Santos foi chegando aos poucos ao local do crime e as informações começaram a fluir. A mãe da vítima disse aos policiais militares da 22ª Zona de Policiamento que o filho era viciado em drogas e que também tinha sido preso há algum tempo, mas não sabia que estava marcado para morrer.

A Polícia Militar esteve no local fazendo o isolamento da área, enquanto os investigadores da Divisão de Homicídios, juntamente com a equipe do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, fizeram o levantamento do local de crime, sendo o caso registrado na Seccional da Marambaia e devendo tramitar para a Delegacia do Bengui, jurisdição onde ocorreu o homicídio.

Em casos de crimes desta natureza a Divisão de Homicídios deve trabalhar com os elementos colhidos no local e investigar junto à família da vítima para tentar chegar ao criminoso, ou mesmo um possível mandante, uma vez que a vítima era usuária de drogas.

(Diário do Pará)

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