Dupla de catarinenses foi presa quando se preparava para atuar. Os dois são integrantes de uma quadrilha que faz arrombamento de caixas eletrônicos espalhados por todo o país, de acordo com informações da polícia, em Belém.
Ao todo, são dez pessoas, cada um com uma função. Tem a equipe para preparar o local, montar as cortinas e fazer o arrombamento.
A quadrilha agia de madrugada nos caixas eletrônicos espalhados no Brasil. Os executores se dividiam em três carros: um Siena, um Palio e um Corsa. Dá para comparar à apresentação de um espetáculo, havia uma produção antes e durante o “show”.
AÇÃO
O grupo ia ao banco escolhido e dava o jeito de engatar a porta, já que a partir das 22h os bancos são fechados. Mais tarde, já de madrugada, eles retornavam. Era quando entrava a equipe para montar o cenário. Eles colocavam umas lonas, que servia como cortina para impedir a visibilidade para o interior da agência. Depois, entrava em ação o protagonista.
“Eles iam ao local certo para perfurar o lugar onde estava armazenado o dinheiro. Enquanto isso, outro usava uma lanterna, com baixa luz, para facilitar o trabalho. Eles agiam rápido e saíam do local sem ser vistos”, explicou o delegado Luiz Xavier, diretor da Delegacia contra Roubo e Furto a Banco.
Para o delegado, essa quadrilha tem facilidade porque essas máquinas são fabricadas na região sul do Brasil, onde eles vivem. “Com certeza eles têm conhecimento do funcionamento da máquina em virtude de elas serem fabricadas lá, por isso se tornou uma pratica fácil para eles”.
A polícia já tem certeza da aplicação do golpe no Mato Grosso, Amazonas e Tocantins.
PRISÃO
Os dois acusados foram presos na quarta passada. Thiago Luiz da Silva, 24, e Antonio Carlos Marcelino, 34, foram pegos em Santa Maria do Pará. Policiais militares do município receberam a denúncia de que já estava tudo preparado para o furto. Os policiais só conseguiram pegar os dois. O restante conseguiu fugir. Com eles a polícia apreendeu diversos objetos, como cartões de crédito, máquina de lavar, TV LCD, entre outros aparelhos.
A dupla negou a acusação à imprensa e disse que estava no estado a passeio. (Diário do Pará)
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