Uma operação conjuntas das Policias Civil e Militar, em Salvaterra, no Marajó, tirou de circulação dois criminosos. A história de Suellen Cristina da Conceição, 44 anos, e Givanildo Pastana dos Santos, 33 anos, acaba na cadeia, com muitas curiosidades.
Givanildo, conhecido como Gil, era morador da vila de Jubim, distante 5 km da cidade de Salvaterra. O elemento foi acusado por Suellen de ameaçá-la de morte e estava para ser enquadrado na lei Maria da Penha. A policia já o investigava, devido a ocorrência de assaltos a mão armada em Salvaterra.
Com a queixa registrada por Suellen, os policiais civis e uma guarnição da policia militar, sob o comando do Cabo Emerson, foram até a residência do acusado, onde, com seu consentimento, realizaram uma revista em busca de armamentos e entorpecentes, mas o que encontraram foi um curioso artesanato feito com produtos identificados como araldite e durepoxi, muito usados na confecção e conserto de pequenos objetos. A peça era uma réplica, quase perfeita, de um revolver calibre 38.
Levado até a delegacia para explicar o achado, foi descoberto que Gil usava a réplica de revolver para assaltar as pessoas na cidade. Suas vítimas eram escolhidas criteriosamente, pois o elemento dava preferência para mulheres sozinhas, aproveitando-se da escuridão e do medo de suas vítimas para intimidá-las com a arma falsa.
Durante o levantamento da investigação, uma das vítimas compareceu a Delegacia e reconheceu Gil, entre outros homens, como sendo o que teria-lhe praticado o assalto. Além das acusações de assalto, que seria a mão armada, a policia descobriu ainda que Gil é fugitivo da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, em Americano, onde cumpria pena por tráfico de drogas.
Sua acusadora, Suellen, foi outra que caiu nas mãos da policia, quase sem querer. Ao lançar seu nome no SISP, os policiais de Salvaterra descobriram que a mulher era procurada pela policia do estado do
Amapá, onde já havia sido condenada, pela Justiça daquele Estado, por homicídio.
Ao tomar conhecimento do fato, o Delegado Arilson Caetano, entrou em contato com a Susipe e com o Juiz de Salvaterra, para proceder conforme determinação judicial.
Na madrugada do último sábado, 19, Givanildo conseguiu fugir da carceragem da Delegacia de Salvaterra, com outros dois presos que já foram recapturados, porém, Gil conseguiu fugir do cerco policial e ainda está sendo procurado.Para fugir, os elementos arrancaram parte do portão de uma das celas e, com o pedaço de ferro, cavaram um buraco na parede do prédio.
(Dário Pedrosa, da sucursal em Salvaterra)
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