Desde a última sexta-feira (18) começou a funcionar a Central de Flagrante, na Seccional de São Brás. A função da Central é atender casos de prisão em flagrante dos bairros da cidade, exceto o da Marambaia, que permanece com atendimento próprio.
Durante a semana, o atendimento da Central começa às 18h e vai até 8h do dia seguinte. Após esse horário, cada seccional da cidade volta ao seu atendimento normal. Já nos finais de semana, o trabalho começa às 18h da sexta-feira e encerra às 8h de segunda. De acordo com o coordenador da Central de Flagrante, delegado James Moreira de Souza, o serviço pretende melhorar o atendimento ao público e dar mais velocidade aos procedimentos policiais solicitados.
A ideia é atender e concentrar todos os registros de flagrantes em uma só delegacia, durante o horário de funcionamento da Central. No horário normal, todas as seccionais da cidade vão continuar lavrando flagrantes. O coordenador explica que as pessoas que precisarem de registro de ocorrências e registro de casos cabíveis ao Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) podem procurar as seccionais de cada bairro, já que são casos mais simples e que geralmente não resultam em prisão.
Na estreia da Central de Flagrante, no último final de semana, foram detectados alguns problemas, mas a coordenação promete melhorias. A Central iniciou com o trabalho de duas equipes, que correspondem a dois delegados, dois escrivães e quatro investigadores. No próximo final de semana a promessa é reforçar o serviço com mais uma equipe.
AJUSTES
A coordenação da Central de Flagrante já decidiu que a Seccional da Marambaia, mesmo fazendo parte da área de Belém, vai permanecer com seu atendimento próprio. “A circunscrição da Marambaia responde pelas áreas da Cabanagem, Guanabara, Atalaia e Jaderlândia. Percebemos que é uma área extensa, por isso ela vai permanecer como antes. Os flagrantes dessa área vão permanecer lá para evitar aglomeração”, afirmou o delegado.
Na manhã do último domingo (20), Walquiria Borges de Souza encontrou dificuldade em fazer o flagrante de uma mulher que invadiu a casa de seu pai portando uma faca e roubou R$ 100.
“Ela pegou o dinheiro, mas o meu pai gritou na hora, chamou a atenção e a vizinhança tumultuou e conseguiu prendê-la. Aí chamamos a Polícia Militar e, quando a viatura chegou com dois policiais, eles conversaram com a gente e chegaram à conclusão de que era melhor deixar pra lá porque nós já tínhamos recuperado o furto. Eles alegaram que a Central de Flagrante estaria lotada, mas eu não aceitei, disse que queria dar prosseguimento no caso e quero que ela fique presa”, explicou a vítima.
PLANTONISTAS
O secretário de Segurança Pública do Estado, Luiz Fernandes Rocha, informou que a implantação da Central de Flagrante não vai reduzir o número de registros de ocorrências nos bairros, pois as seccionais vão permanecer com esses serviços normalmente.
Com relação à retirada dos delegados plantonistas, ele explicou que essa decisão é consequência de muito delegado para pouco procedimento. “Nós fizemos o levantamento e verificamos que os 24 delegados plantonistas colocados todas as noites nas seccionais, durante o mês, rendiam entre um ou dois procedimentos, com isso se chegou à conclusão de que é melhor concentrar esse serviço de flagrante e colocar os delegados para investigar esse casos durante o dia”, afirmou.
Com relação à estrutura, o secretário disse que “se houver necessidade de mais equipes para melhorar o serviço, elas serão acrescentadas”, completou.
O secretário disse também que até março todos os presos lotados nas seccionais da cidade vão ser conduzidos ao Sistema Penitenciário. (Diário do Pará)
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