Após receber denúncias pelo 190, a polícia fechou uma rinha de galos no bairro de Jaderlândia, em Castanhal. Ao todo, 15 pessoas que estavam no estabelecimento foram levadas para a delegacia, mas liberadas logo em seguida. Os 19 animais apreendidos na rinha foram levados para a 12ª Seccional do Jaderlândia e estavam aparentemente debilitados. O local já estaria funcionando há quatro meses.
A rinha de galo foi localizada no domingo (20), às 11h30, através de denúncias repassadas ao Ciop (190) sobre a criação de galos de briga na rua Francisco Pereira Lago, às proximidades de um campo de futebol.
A guarnição do cabo Sena, da 12ª Zona de Policiamento (Zpol) da Polícia Militar, foi ao local indicado e encontrou viveiros de galos, os quais estariam sendo criados e treinados para as brigas. No momento da batida, as apostas ainda não haviam sido iniciadas, mas um grande número de pessoas, em geral apostadores e apreciadores do esporte criminoso, já estava no local.
Todas as 15 pessoas que estavam no local também foram encaminhadas à delegacia. Foram necessárias mais seis viaturas da PM, além de uma guarnição do grupamento Tático de Castanhal, para conduzi-las. As pessoas foram liberadas após a assinatura de um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO). Também foi realizado um cadastramento, para que em caso de reincidência as mesmas possam responder judicialmente.
Dois dos envolvidos foram autuados por estarem “promovendo rinha de galo”. Foi o caso de Bruno Nolandio Monteiro das Neves, 19 anos, que residia no local e foi apontado como filho do proprietário da rinha, e Jonatan Aelcio Freitas da Costa, 19 anos, que reside no bairro Bom Jesus, mas, alegou que iria treinar um galo que pertencia a ele e que participaria da rinha.
Até a manhã de ontem (21) o delegado Ronaldo Hélio estava tentando conseguir a transferência dos animais para o Centro de Zoonoses de Castanhal ou para o próprio Ibama. Segundo o levantamento dos policiais, cada galo de briga estava avaliado em R$ 1.000,00.
Ontem, a reportagem voltou ao estabelecimento e constatou que ainda existiam galos presos nos viveiros. O novo fato foi comunicado à Polícia Militar.
A rinha é proibida pela Lei 9.605/98, sobre crimes ambientais. O artigo 32 destaca que “praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”, configura-se em crime. A pena é de detenção de 3 meses a um ano, além de multa.
(Divania Batista/Sucursal do Diário em Castanhal)
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