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POLÍCIA

Tiroteio mata traficante e atinge garoto

Eric Maic Rodrigues Teles, 29 anos, saiu na noite de domingo (20) na companhia da namorada de 16 anos para uma festa. A diversão atravessou a madrugada e a manhã de segunda-feira. Por volta de 15h, ele decidiu ir embora para a casa da garota. Era o início

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Eric Maic Rodrigues Teles, 29 anos, saiu na noite de domingo (20) na companhia da namorada de 16 anos para uma festa. A diversão atravessou a madrugada e a manhã de segunda-feira. Por volta de 15h, ele decidiu ir embora para a casa da garota. Era o início de uma verdadeira saga que terminaria com uma criança de 12 anos baleada e uma pessoa morta.

Passavam poucos minutos das 15h e o cabo PM Antônio Alberto Mendonça conversava com um amigo em frente a uma academia de ginástica, localizada na rua Zacarias de Assunção com a rua Salvador, no Distrito Industrial. Em dado momento apareceu um casal caminhando pelo local e o homem passou a encarar o cabo Antônio que estava à paisana.

Ao passar pelo policial, o mesmo homem, que depois seria identificado como Eric, disse: “Qual é?”. Percebendo que o então desconhecido estava embriagado, Antônio Alberto não respondeu e disse apenas: “Cara, pega a tua namorada e vai embora”.

Eric seguiu em frente e andou cerca de 10 metros. Foi então que ele sacou um revólver e disparou várias vezes contra o policial. Nenhum dos tiros atingiu Antônio, que revidou e atirou duas vezes. Um dos tiros atingiu os testículos de Eric, que fugiu para a casa da namorada. Ele foi alcançado pelos policiais, que o levaram ao hospital. Porém, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Em meio à confusão que se seguiu e levou pânico aos moradores da rua Salvador, um garoto de 12 anos que brincava em frente a casa de um amigo acabou sendo baleado na boca por um dos disparos do tiroteio. O garoto foi atingido quando se virou para ver de onde vinham os tiros. Ele correu para casa e avisou a mãe que tinha sido ferido.

A mãe relatou que o menino cuspiu fora um dente. “Ele lavou a boca e continuou sangrando muito. Levei ele para a unidade de Urgência e Emergência, mas depois transferiram ele para o Metropolitano. Ele foi operado para retirar a bala e agora está se alimentado apenas de líquidos”.

Mãe de quatro filhos, (o garoto é o único homem), ela não sabe ainda o que vai acontecer daqui para frente. “Ainda não fui nem na delegacia para prestar depoimento com ele. Só espero que alguém me ajude”, disse ela.
O pai de um outro menino que brincava com a vítima soube do tiroteio através de um vizinho. “Eu estava para a igreja e o rapaz me falou que estava tendo uma troca de tiros, mas que não sabia como estavam os meninos. Quando cheguei soube que o garoto tinha sido atingido”.

Criminoso tinha duas passagens pela polícia

Após a troca de tiros com Eric, o cabo Antonio Alberto acionou o Centro Integrado de Operações (Ciop - 190) e a equipe do sargento PM Cezar, da 7ª Zpol, foi até o local e conversou com Antônio. Outras viaturas chegaram ao local e passaram a fazer buscas na área à procura de Eric Maic.

Por volta das 19h, através de uma denúncia anônima, os policiais foram informados de que Eric estava na casa da namorada, na rua São Paulo. As equipes se dirigiram para o endereço e confirmaram a informação. A casa foi cercada e o sargento Cezar pediu para que Eric se entregasse.

Em depoimento à polícia, a namorada de Eric relatou que o namorado, mesmo ferido, não procurou atendimento médico, pois era foragido da colônia penal “Heleno Fragoso”. Ele afirmou, ainda, que não se entregaria à polícia.

Com medo, a garota contou que pegou a avó, com quem mora, e se escondeu no banheiro do imóvel. Passado algum tempo, ela disse que passou a ouvir apenas vários tiros. Quando saiu do banheiro, viu Eric sendo socorrido pelos policiais. Eric foi levado para o Hospital Metropolitano, onde foi constatada sua morte.

O caso foi registrado na Seccional de Ananindeua. O escrivão Sebastião informou que mais de 10 pessoas foram ouvidas em depoimento. Durante o registro do caso, descobriu-se que Eric Maic já havia sido preso duas vezes por envolvimento com o tráfico de drogas e que era tido como foragido da colônia penal. A arma utilizada por Eric, um revólver calibre 38, foi apreendido pela polícia.

A mãe de Eric compareceu à seccional e relatou aos policiais que não via o filho há cinco anos. Dos três filhos da servidora pública, Eric foi o único que resolveu trilhar o caminho da criminalidade, que terminou de forma trágica na noite de anteontem.

O corpo da vítima foi removido para o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” (CPCRC). (Diário do Pará)

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