Ontem (23), a extravagância, a soberba e o luxo, do qual desfrutavam os integrantes de uma quadrilha, chegou ao fim. O cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária, expedidos pelo juiz da 1ª Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares, representou o desfecho de uma importante etapa da operação denominada “Serpentina”,
A operação, que é um desdobramento da operação “Insinuante” – realizada em meados de setembro do ano passado - foi coordenada pela Diretoria de Polícia Especializada e contou a atuação de policiais da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos, Núcleo de Inteligência da Polícia Civil, Data, Dema, GPE (Grupo de Pronto Emprego). As investigações duraram cerca de três meses.
Por conta da operação “Insinuante”, parte da quadrilha já havia sido presa. Naquela oportunidade, sete pessoas foram capturadas, dentre elas, Wiliams da Cruz Leite, apontado como líder do grupo. Ontem pela manhã, um indivíduo conhecido como “Marquinhos”; outro pelo vulgo de “Faustão”; Erica Farias Cantão; Ricardo da Costa Moraes, o “Seco”; Valdir Dias de Oliveira, o “Corcorã”; José Hendson Pena; Rogério Nunes do Nascimento; Walber, o “Leure”; Manoel Pereira de Souza, o Manduquinha (carteiro); Douglas Miranda, o “Tomé”; e uma idosa foram detidos.
Todos foram capturados em pontos diferentes de Belém. Erica, por sua vez foi capturada em um condomínio de luxo, assim como Ricardo, que se preparava para fazer sua mudança para outro condomínio de luxo.
Paralelamente, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão. Ao todo, foram apreendidos diversos objetos, como produtos eletrônicos, roupas de grifes luxuosas, cartões de crédito e bancários, cheques, documentos falsificados e joias.
O GOLPE
Alguns carteiros dos Correios – dois deles estão presos temporariamente - desviavam correspondências, como cartões de crédito e bancários, e comercializavam aos componentes da quadrilha. De posse de documentos falsos, os criminosos promoviam farras, compravam artigos de luxo, bem como perfumes e roupas importadas com os cartões. Além disso, eles compravam passagens aéreas e adquiriam produtos eletrônicos.
A quadrilha atuava nas cidades de Belém, São Luís, Macapá, Natal e Rio de Janeiro. A delegada Beatriz Silveira, da DRCT, informou que investigações sobre uma eventual lavagem de capital irão continuar.
Ela estima que o prejuízo de uma instituição financeira com a ação da quadrilha esteja em torno de R$ 900.000,00. Outras duas instituições ainda não divulgaram quanto amargaram de prejuízo.
Em virtude das investigações por lavagem de capital, Ricardo da Costa Moraes, o “Seco”, e Erica Farias Cantão serão indiciados.
Segundo e delegada Beatriz Silveira, o padrão de vida que ambos ostentam não é compatível com os lucros obtidos pelos estabelecimentos comerciais das quais eles são proprietários. (Diário do Pará)
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