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POLÍCIA

Alarme acaba com 'farra' de morador de rua

Valeu o investimento de um comerciante para tentar flagrar a pessoa que por duas vezes já havia invadido sua banca de revistas e furtado vários produtos. Na madrugada de ontem (24), um alarme instalado na banca, na rua Jutaí, ajudou vigilantes noturnos qu

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Valeu o investimento de um comerciante para tentar flagrar a pessoa que por duas vezes já havia invadido sua banca de revistas e furtado vários produtos. Na madrugada de ontem (24), um alarme instalado na banca, na rua Jutaí, ajudou vigilantes noturnos que trabalham na área da feira da 25 de Setembro e ruas próximas a prenderem o gatuno.

Alertados pelo som do alarme que disparou assim que a porta da banca foi forçada, os vigilantes conseguiram deter o morador de rua Anderson da Cunha, de 38 anos. O vigilante João Soares informou que o acusado trabalha como reparador de carros, mas também é conhecido na área pela prática de furtos e assaltos, principalmente mulheres.

João disse ainda que Anderson costuma se esconder em um trecho da 25 de Setembro, próximo à feira, onde fica à espreita de possíveis vítimas. “Ele se esconde ou finge que está dormindo no chão. Quando as pessoas passam, ele ataca”. Após deterem o suspeito, os vigilantes acionaram a polícia e Anderson foi encaminhado à Seccional de São Brás.

ASSALTO

O cabo PM Osmar, da 2ª ZPol, confirmou a denúncia feita pelo vigilante noturno. “Há dois dias, ele (Anderson) assaltou a filha de um militar armado de uma faca. Essa também é a segunda vez que ele tenta roubar a banca”.

Em entrevista, Anderson negou as acusações e contou que não é assaltante. “Eu não assalto. Isso é tudo invenção. Todo mundo me conhece ali. Reparo carros há dois anos. Acha que eu ia entrar ali para roubar revista? Não tenho do que me arrepender, não fiz nada”.

Anderson estava acompanhado de outros dois homens, que conseguiram fugir dos vigilantes. Questionado sobre a identidade dos comparsas, Anderson disse que não sabe o nome deles. “Na rua, ninguém se conhece pelo nome. Vão aparecendo. Aparece um, outro, é assim”.

Sobre sua prisão e consequente autuação pelo crime de tentativa de arrombamento, Anderson encerrou a conversa com uma frase marcante. “Vou puxar essa cadeia. Ela é longa, mas não é perpétua”. (Diário do Pará)

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