Durante aproximadamente três horas, cerca de 140 passageiros e a tripulação da embarcação “Luzeiro”, que deslocava-se do município de Muaná para Belém, tiveram que conviver com o medo, entre o final da noite de anteontem e o início da madrugada de ontem. Esse sentimento foi provocado por um grupo de assaltantes que invadiu a embarcação e efetuou um assalto. Felizmente, ninguém ficou ferido.
Por outro lado, a maioria dos passageiros contabilizou um grande prejuízo. Dentre os ocupantes, estavam pessoas que viriam a Belém para realizar compras no comércio e acabaram sem capital (dinheiro) para cumprir seu objetivo. Outros são cidadãos que exercem funções importantes no município de Muaná, como padre da paróquia, juiz, promotor e defensor público.
Conforme os relatos de alguns passageiros, os assaltantes entraram na embarcação cerca de 45 minutos após a saída de Muaná. A abordagem ocorreu através de uma “rabeta” (pequena embarcação a motor), no Furo do Arrozal, em Barcarena. Praticamente todos os passageiros foram revistados por eles, que estavam munidos de facões e revólveres. No entanto, nenhum dos bandidos foi identificado pelas vítimas.
Maria de Jesus da Costa Matos, de 39 anos, foi uma das poucas pessoas que não chegou a ser revistada pelos assaltantes. A viagem dela para Belém tinha como intuito adquirir produtos para comercializar no estabelecimento comercial que gerencia com o seu marido, no município de Muaná.
No instante da ação dos bandidos, ela se encontrava em um dos andares de cima da embarcação. Apesar disso, Maria conseguiu ouvir os gritos dos bandidos. “Eles mandaram todo mundo ficar no chão, porque era um assalto. Depois, eles disseram que era para os homens descerem e as mulheres ficarem nas redes”, relatou. Maria relembra a principal ordem emitida pelo grupo. “Eles diziam que era pra todo mundo passar todo o dinheiro e celular”. Leia mais no Diário do Pará.
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