Um crime ainda sem explicação, mas que aparentemente motivado por vingança, vitimou um adolescente identificado como Jefferson Augusto, de 17 anos. Ele foi assassinado com um tiro no rosto, na travessa Breves, bairro do Jurunas, após ser perseguido por um homem não identificado. A polícia trabalha com hipóteses de vingança, acerto de contas ou ainda a uma reação de uma suposta vítima, pois o adolescente vinha praticando crimes há algum tempo.
PERSEGUIÇÃO
Passavam pouco das 8h de ontem, quando moradores da travessa Breves, entre ruas Tamoios e Mundurucus, passaram a ouvir o barulho de tiros vindo da rua. Um adolescente corria na frente e era perseguido por um homem armado que fazia disparos com uma arma em direção ao garoto.
Ao chegar em frente ao prédio, número 1120, o adolescente tentou se proteger se escondendo entre o muro de entrada do edifício e um carro que estava estacionado no local. Mas a tentativa foi em vão. O desconhecido, que o perseguia, o alcançou e efetuou um único disparo contra o rosto do rapaz. Jefferson teve morte instantânea e ficou caído entre o muro e o veículo. O assassino fugiu em seguida.
CONFISSÃO
Um morador da área relatou, mas sem se identificar, que o assassino passou por ele dizendo que matou o adolescente porque tinha sido assaltado por ele há alguns dias. O morador, por receio, não quis descrever ou dar detalhes do suposto assassino de Jefferson. “Meu filho, se eu me meter nisso acabo que nem ele. Só posso dizer o que eu ouvi ele (assassino) falar. Mas descrever a pessoa isso eu não posso, nem sei se consigo”, disseo morador encerrando a conversa.
O cabo Gerson, da 4ª ZPol, atendeu ao chamado do Centro Integrado de Operações (CIOP-190), logo após o crime. o policial também não conseguiu maiores detalhes do caso.
REVOLTA
Familiares da vítima estiveram no local. Um dos irmãos de Jefferson teve de ser amparado por um amigo. Muito abalados e revoltados com o crime, os familiares não deram declarações à imprensa. Mas a informação que Jefferson estaria envolvido com a prática de roubos já algum tempo foi confirmada por um amigo da família, que também não quis se identificar.
Uma equipe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil esteve no local para iniciar a investigação do caso. As informações foram repassadas para a Delegacia do Jurunas, a cargo do delegado Newton Nogueira, que irá presidir o inquérito do caso. O corpo da vítima foi removido para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC). A polícia ainda não tem pista da identidade do assassino do adolescente. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar