Quem falou que não se caça “Morcego” durante o dia não devia conhecer a história do cabo Samir e soldado André pertencentes à 14ª Companhia Independente da Polícia Militar que, sob o comando do major Mascarenhas, capturaram, em plena luz do dia, o “Morcego” que tinha “prazo de validade” vencido pelos muitos crimes já cometidos em alguns municípios do nordeste paraense.
José Zigomar Lima, de 23 anos, conhecido como “Morcego”, está na lista de procurados, acusado de ter roubado, em Castanhal, uma moto Honda Bros, pertencente a um soldado do Corpo de Bombeiros do Pará.
O azar do acusado foi roubar exatamente um bem pertencente a um policial que fez de tudo para identificar o ladrão e, com a ajuda dos seus colegas, prendê-lo, se possível com a moto roubada, para assim caracterizar o crime previsto no Código Penal Brasileiro.
“Morcego”, a exemplo dos “mamíferos” que levam este nome, não possuía o hábito de sair da toca durante o dia e isto fez a diferença para a Polícia Militar, que acabou montando sua “rede” em uma rodovia próxima ao município de Tomé-Açu, capturando o acusado.
Interrogado, José Zigomar Lima negou ser o autor do roubo da moto, que inclusive estava em seu poder e disse tê-la comprando pela importância de R$ 400,00. Perguntado sobre o homem que lhe vendeu o veículo, “Morcego” teve uma súbita “amnésia” e disse não lembrar do nome, apenas que a transação foi feita em Castanhal. O major Mascarenhas, com apoio do delegado Fábio Veloso da Delegacia de Polícia Civil de Tomé-Açu, investigou e descobriu que “Morcego” tinha alçado “voos” mais longos e já responde no município, por vários crimes, entre eles porte ilegal de arma, formação de quadrilha e homicídio. “Ele é um ‘clínico geral’” afirmou o policial.
O delegado Fábio Veloso informou que o acusado já havia sido “engaiolado” no ano passado, porém, estava em liberdade condicional por decisão judicial, se apresentando sempre com alvará de soltura quando era instado pela Polícia Militar.
AUTUADO
Aparadas as “asinhas”, “Morcego” voltou para a “toca” especialmente designada pelo Sistema Penal para “espécies raras”, depois de ser apresentado e autuado pelo delegado de Tomé-Açu, Fábio Veloso, ele foi colocado à disposição da Justiça. (Diário do Pará)
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