O final de semana, que poderia ser mais um par de dias felizes ao lado da filha e parentes no bairro das Águas Brancas, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, acabou em sofrimento e dor para Suziane Lira Monteiro, de 22 anos, que teve o bebê de cinco meses de idade raptado por uma estranha em uma parada de ônibus na rodovia BR-316.
O DIÁRIO conversou com a mãe, 15 minutos após o crime, na Seccional de Ananindeua. Ela estava em estado de choque e carregava apenas a sacola e outros pertences, que naquele momento não tinham mais importância, diante do drama. Suziane Lira Monteiro disse que tomou um ônibus em frente ao Terminal Rodoviário de Belém com destino à Ananindeua, sendo já seguida por uma mulher morena de cabelos lisos, de aproximadamente 25 anos que, solícita, conversou por toda a viagem de 40 minutos, sempre em um clima de intimidade.
A mãe contou também que chegou ao ponto de fornecer o número do celular. “Tu me dás o número do teu telefone que amanhã eu vou te ligar para a gente conversar”, disse a raptora.
As perguntas eram sempre pessoais sobre a criança, o pai a família e o lugar onde moravam. Quando se preparava para descer do coletivo, soube que a acusada também morava no bairro das Águas Brancas e serviria de companhia para mãe e bebê. Em depoimento perante o delegado de plantão, Suziane Monteiro disse, após descerem em Ananindeua, ficou de tomar outro ônibus, agora para Águas Brancas, em uma parada na rodovia BR-316. A companheira de viagem pediu para segurar a criança, alegando que a mãe estava cansada e ainda carregava várias bolsas.
Sem desconfiar, Suziane entregou o bebê e, em seguida, a acusada pediu para que ela comprasse água mineral do outro lado da rua. “Quando voltei, não vi mais a minha filha e as pessoas que estavam na parada disseram terem visto ela pegando um ônibus”, disse, aos prantos. Os policiais da Seccional de Ananindeua saíram em buscas de informações e pistas. Por volta da meia-noite de sábado (26), a acusada teria sido vista descendo de um ônibus no município de Santa Bárbara do Pará. Até o fechamento desta edição, o bebê não havia sido recuperado.
INFORMAÇÕES
Quem tiver qualquer informação ou pista que leve à criança roubada e à acusada, pode entrar em contato com a Polícia Militar através do telefone 190. Também pode entrar em contato por meio do Disque- Denúncia (181). A identificação do denunciante será preservada.
(Diário do Pará)
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