A Polícia Civil desarticulou, neste final de semana, uma quadrilha acusada de cometer crimes contra o patrimônio, nos municípios de Soure e Salvaterra, na ilha do Marajó. Ao todo, foram presos cinco homens, três deles acusados de receptação de botijões de gás furtados, e quatro adolescentes apreendidos também por envolvimento no crime. Na madrugada do último dia 23, o bando arrombou um depósito de gás em Salvaterra, de propriedade da empresa Perreira Gás. Do local, oito botijões de gás cheios foram furtados. Os produtos foram levados para Soure onde foram vendidos. O representante do depósito registrou boletim de ocorrência na Superintendência Regional da Polícia Civil de Soure.
A partir de então, a equipe de policias civis passou a investigar o crime até conseguir recuperar seis botijões dos oito furtados em Salvaterra. Os produtos estavam com três pessoas que foram presas em flagrante por receptação dolosa. Os acusados são Rubens Salim Abdon Nunes, Fábio Alessandro Leal Nunes e Adriano Conceição Cordovil Rocha, todos adultos e moradores em Soure. A Polícia Civil vai investigar o suposto envolvimento deles em receptações ou em outros delitos. Salim e Fábio compraram botijões furtados. Já Adriano é carroceiro e teria ganho um botijão pelo transporte.
Ainda, durante as investigações, Alan Fabrício dos Santos Loá, de 18 anos, de apelido “Alanzinho” e Gerson Carlos Lisboa Montello, 18, conhecido por “Salsicha”, foram presos acusados de participar do arrombamento. Os dois vão respondr por furto qualificado, formação de quadrilha ou bando e corrupção de menores. Quatro adolescentes, entre 14 e 17 anos, foram apreendidos. De acordo com as informações da Polícia Civil em Soure a quadrilha levou os botijões de Salvaterra, em uma embarcação, até um porto situado atrás do cemitério municipal de Soure.
Depois, eles levaram as mercadorias na carroça que pertence a Adriano. Por fim, esconderam o produto em uma área de matagal, em diferentes bairros da cidade, para dificultar o trabalho policial. Só então é que passaram a vender os botijões. “A única coisa que eles não sabiam é que a Polícia Civil já estava no encalço deles. Todos são contumazes nessa prática delituosa. Eles foram surpreendidos pelos policiais em suas casas enquanto ainda dormiam”, ressaltou o policial civil.
(Polícia Civil)
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