De acordo com o padrasto da vítima, o jovem de 24 anos era viciado em drogas e passava as madrugadas na rua. Isso leva a crer que é mais um morto por acerto de contas. Deveu ao traficante, não pagou com dinheiro, mas com a vida”. Com estas palavras, o cabo Juvenal, da 4ª ZPol, fez uma espécia de resumo macabro da decadência física e moral de um rapaz até o desfecho trágico: a execução.
Marcos Macedo dos Santos foi morto com um único tiro no rosto, por volta das 3h da madrugada de ontem (1º), no chamado “Beco do Relógio”, passagem que fica localizada entre as ruas Roberto Camelier e Onório José dos Santos, bairro do Jurunas, em Belém.
O local é conhecido por abrigar além de casas onde moram pessoas de bem, como ainda várias “bocas de fumo”. “Aqui é de alta periculosidade. O rapaz morreu na porta de um local onde as pessoas se reúnem para consumir drogas e fazer a divisão dos produtos de roubo”, disse o PM.
Diferente de outras cenas de crime onde muitos curiosos se reúnem ao redor do cadáver, no “Beco do Relógio” não foi assim. Ninguém apareceu para olhar e muito menos para contar o que viu.
“As únicas informações são do padrasto da vítima. Ele disse ainda que ouviram passos de várias pessoas correndo e depois o tiro. Isso leva a crer que o rapaz estava na Roberto Camelier quando começou a ser perseguido por seus algozes. Correu para o “Beco”, onde também morava”, opinou. O padrasto do jovem morto, não quis falar com a imprensa. O caso foi registrado na Seccional da Cremação. (Diário do Pará)
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