“Satanás do inferno, por que tu fez isso, diabo?”. Esse era o lamento de uma irmã de João Maciel, 26 anos, executado de forma brutal no final da noite de sexta-feira (04). O crime aconteceu no cruzamento da rua da Castanheira com a rua dos Ipês, bairro Floresta Park, em Ananindeua.
Somente na cabeça de João, técnicos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves contaram onze perfurações provocadas por tiros de pistola 9 mm. Ao todo, foram registradas quinze perfurações de bala no corpo da vítima.
De acordo com os levantamentos iniciais feitos por policiais civis da Divisão de Homicídios e da Seccional de Ananindeua, João Maciel trafegava de moto pela rua da Castanheira quando foi interceptado por dois indivíduos que estavam em outra moto.
Populares ouviram uma sequência de tiros e, ao saírem à rua, encontraram João Maciel crivado de balas. João caiu da moto com o rosto voltado para o chão, o que provocou o afundamento de sua face.
Além das quinze perfurações no corpo da vítima, outros dois projéteis atingiram o tanque da moto pilotada por João, espalhando no asfalto uma mistura de sangue e gasolina. “Aqui é um local ermo. Os populares escutaram vários disparos e barulho de moto”, disse o cabo Josias, policial militar da 14ª ZPol.
A CERTEZA
Dentre os populares que observavam a lastimável cena do corpo estendido no chão, alguns diziam que estavam assistindo televisão no momento dos tiros e que saíram para ver o que havia acontecido somente quando tiveram certeza de que não havia mais perigo de também serem alvejados.
Uma testemunha informou a policiais civis a possível numeração da placa da moto utilizada pelos algozes de João Maciel, o que levou a polícia a colocar um indivíduo na lista de suspeitos.
De acordo com o relato feito na Seccional de Ananindeua pela companheira da vítima, João Maciel estava em casa até as 21h, quando recebeu uma ligação e saiu. Ela disse que não sabia se o companheiro estava sendo ameaçado de morte. (Diário do Pará)
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