Três laboratórios de mídias piratas foram fechados hoje pela equipe policial do Núcleo de Apoio a Investigação (NAI), em Redenção, sudeste paraense. Foram apreendidos duas torres de gravação, três impressoras, um cofre com 17.500 reais, uma arma calibre 22 e 6.500 dvds falsificados.
Keila Marques da Silva foi presa. A líder do grupo e proprietária dos imóveis onde ocorriam as falsificações, Zeneide Cruz Pereira, no entanto, foi apenas indiciada. “Ela não estava em situação de flagrante”, explica o coordenador da operação, delegado Lucio Flávio de Andrade Filho.
Ambas serão indiciadas pelo crime de violação de direito autoral. A pena para quem comete a infração varia de 2 a 4 anos de reclusão. Zeneide Cruz Pereira, porém, será indiciada também por posse ilegal de arma e por corrupção de menores, isso porque quem trabalhava pra ela na comercialização das mídias eram adolescentes.
O trabalho de investigação do NAI durou quinze dias e resultou na expedição dos três mandados de busca e apreensão cumpridos hoje. A operação foi deflagrada no início da tarde e contou com o apoio logístico da Superintendência Regional e da parceria do Ministério Público, na figura do promotor Ramom Furtado, que acompanhou o trabalho policial durante toda tarde.
A operação de combate à pirataria ganhou o nome de “Kraken”. O delegado Lucio Flávio de Andrade Filho explica que, segundo a lenda nórdica, Kraken era um monstro marinho que atacava e destruía navio piratas. (Polícia Civil)
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