Em meio ao consumo de drogas, brigas e agressões, Joel Souza Merim, 27 anos, e Rosiane Cleiton de Souza, 38 anos, mantiveram um relacionamento amoroso por mais de 10 anos, no bairro do Jurunas.
Na manhã de ontem, o casamento acabou com a prisão de Joel, por ter espancado a esposa. Ele foi autuado em flagrante por lesão corporal e violência contra a mulher, com base na Lei Maria da Penha.
“Na noite de sábado, Joel chegou da rua transtornado. Muito drogado e bêbado, começou a me acusar de estar com outro homem na cama. Então, ele trancou toda a casa e começou me bater. Não satisfeito, Joel pegou o ferro da cama e atirou contra mim, abrindo um corte na minha coxa, próximo à virilha, que pegou um curativo com sete pontos”, relatou Rosiane, esposa de Joel.
Após a agressão, Rosiane decidiu ir à Delegacia da Mulher registrar um boletim de ocorrência. Ainda no domingo, segundo ela, Joel voltou a agredi-la e, desta vez, ameaçou quebrar toda a residência e tocar fogo na vila de casas onde moram. “Foi quando a vizinhança decidiu chamar a polícia para prendê-lo”, conta a mulher.
Durante a manhã de terça-feira, policiais civis da Seccional Urbana da Cremação conseguiram prender Joel e o conduziram junto com a esposa para prestarem depoimento.
“A caminho da seccional, Joel voltou a agredir sua companheira com um soco no rosto”, informou o titular do distrito da Cremação, Aldo Botelho. Segundo o delegado, Joel Souza Merim ficará preso à disposição da justiça para responder pelos crimes de lesão corporal combinado com a Lei Maria da Penha, por agressão contra mulher.
GUARDA
Por conta do relacionamento conturbado, o Conselho Tutelar precisou pedir a guarda de três dos cinco filhos do casal. Os outros dois, segundo Rosiane, foram doados por ela para que outras pessoas pudessem criá-las. Rosiane ainda confessou que era viciada em drogas e decidiu parar de consumir por causa do agravamento da relação com o marido.
Questionado sobre o vício, Joel assume que usa maconha com frequência e nega qualquer envolvimento com a venda de drogas. Segundo ele, os seus dois irmãos também tinham problemas com a justiça por prática de assaltos, mas acabaram sendo assassinados por rivais em Marituba. (Diário do Pará)
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