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POLÍCIA

Assaltante morre após troca de tiros

Telefone que estava sendo rastreado. Policiais que estavam na perseguição. Vigilante que sai do posto de trabalho para entrar em carro de assaltantes. E, no final, uma cena de filme: em pleno centro de Belém, na avenida Generalíssimo Deodoro, por volta da

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Telefone que estava sendo rastreado. Policiais que estavam na perseguição. Vigilante que sai do posto de trabalho para entrar em carro de assaltantes. E, no final, uma cena de filme: em pleno centro de Belém, na avenida Generalíssimo Deodoro, por volta das 15h, o “bang-bang” correu solto.

Antônio Barata Silva Junior, 33 anos, trabalhava, pelo menos até ontem (5), como segurança de uma clínica de cirurgia plástica e medicina estética. Ele já estava no início do serviço quando abandonou a portaria da clínica e entrou em um Siena azul. Em poucos segundos ele, na companhia de Weverson Carlos Silva da Silva, 21, anos Wanderley Ferreira de Souza, 23 anos, e Sílvio Roberto da Cunha, conhecido por “Canela”, foram cercados pela equipe do delegado Éder Mauro e do tenente-coronel Neil, da Rotam.

Weverson estava em uma moto. “Nós estávamos acompanhando eles, que já se preparavam para realizar um assalto na clínica. Nós tivemos a informação que tinha acabado de entrar uma mulher no estabelecimento com a quantia de R$ 10 mil”, explicou o delegado Éder Mauro.

Diante de tantas informações colhidas, a polícia fez o cerco após a moto e o veículo terem estacionado em frente a clínica e o segurança ter abandonado o posto de trabalho e entrado no veículo. Segundo o delegado, “Canela” estava armado e reagiu à advertência da polícia. Ele era foragido da colônia agrícola “Heleno Fragoso”. “Só ele estava armado e como reagiu nós respondemos com tiros também. Em seguida, todos se entregaram”, falou o delegado.

“Foi um desespero, nunca tinha escutado tanto barulho de tiros em toda a minha vida, foram muitos tiros, mais de dez. Quando acalmou eu corri para olhar aqui na rua e vi a confusão”, detalhou a moradora Mônica Alves.
O assaltante conhecido por “Canela” foi levado para o Pronto-Socorro da 14 de março, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O delegado Éder Mauro levou os dois homens que estavam na companhia de “Canela”, mais o segurança da clínica para a delegacia do Marco, para serem ouvidos. Na unidade policial, o segurança se defendeu da acusação de envolvimento em assalto.

“Eu tinha acabado de começar meu trabalho, o ‘Canela’ me ligou dizendo que ia passar lá pra falar comigo aí eu entrei no carro e já vi quando a polícia fez o cerco”, explicou Junior, que disse que não sabia que o amigo tinha envolvimento com roubo. O segurança disse também que morava na própria clínica, “eu tinha o horário de trabalho e o dono me deu um espaço pra minha moradia, lá atrás”, completou o segurança. (Diário do Pará)

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