Uma criança morreu afogada e três feridos gravemente. Este foi o saldo de um grave acidente que aconteceu na madrugada de ontem (12), próximo à Vila Cajazeiras, na rodovia Transamazônica, município de Itupiranga.
Um micro-ônibus que saiu no domingo de Altamira em direção à Marabá despencou de cima de uma ponte do igarapé Jaú.
No coletivo trafegavam 13 pessoas. A criança de um ano e meio morreu afogada. As três pessoas feridas foram encaminhadas para o Hospital Municipal de Itupiranga, onde um inquérito policial ficou de ser aberto para apurar as causas do acidente.
O corpo da criança foi localizado por um fazendeiro local há cerca de 200 metros da ponte. Somente no meio da tarde de ontem é que o corpo da criança deu entrada no IML de Marabá.
As precárias condições de trafegabilidade da rodovia contribuíram para atrasar o trabalho dos peritos.
Agentes da Polícia Rodoviária Federal estiveram na rodovia durante todo o dia de ontem para ajudar a controlar o tráfego.
O ACIDENTE
Segundo o coordenador da Polícia Rodoviária Federal de Marabá, Carlos Alberto Júnior, o motorista do micro-ônibus teria cochilado ao volante e perdido o controle do veículo.
Por outro lado, o motorista Alex Oliveira acusa a falta de infraestrutura e sinalização na ponte, além das péssimas condições de trafegabilidade da rodovia Transamazônica como motivo do acidente.
O motorista fala que o trecho onde aconteceu o acidente é escuro e sem sinalização e quando se preparava para entrar na ponte de madeira o veículo se desgovernou vindo a cair no igarapé Jaú, a aproximadamente 20 quilômetros da Vila Cajazeiras. Assim que aconteceu o acidente os passageiros conseguiram sair do veículo com exceção da criança.
PONTES
A reportagem levantou que no trecho que liga Marabá a Novo Repartimento, de 180 quilômetros, há 23 pontes, sendo seis de concreto, duas de ferro e 15 de madeira.
Praticamente todas as pontes de madeira estão literalmente caindo aos pedaços e cuja precariedade coloca em risco a vida dos motoristas e pessoas que trafegam por esta rodovia.
Nunca é demais lembrar que ao lado das pontes de madeira há estrutura de ferro que estão se deteriorando há quase uma década e não há perspectiva de quando as obras de conservação desse trecho serão retomadas. (Diário do Pará)
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