Uma mulher identificada como Ruth de Fátima, de 26 anos, foi presa na madrugada de ontem por policiais da 18ª ZPol, em Marituba. Com a acusada foram encontradas 35 “petecas” de pasta base de cocaína.
Ruth estava na companhia de outra mulher, que disse ser sua companheira e que foi liberada pela polícia por falta de provas.
A prisão de Ruth ocorreu por volta das 3h30 de ontem, na rua Alfredo Calado, mais conhecida como “Rua da Lama”, no bairro de Decouville.
Foi a própria Ruth quem contou como ocorreu a prisão. “Eu estava com a minha mulher quando eles (policiais) chegaram. Eu não estava com nada, mas eles acharam a droga escondida. Minha mulher estava com R$350,00 e eu, com R$100,00. Deixaram a gente nua no posto dos policiais. Foi lá que acharam o dinheiro, dinheiro que não foi apresentado aqui na seccional”.
A acusada relatou, em entrevista, que estava internada há duas semanas em um hospital por complicações renais. Diz que recebeu alta na quinta-feira, 28, pela manhã.
Sem dinheiro, decidiu procurar um traficante e se ofereceu para vender drogas para ele. “Eu sou viciada também. Precisava de dinheiro e fui lá me oferecer pra vender e acabei me f…. Me ofereci porque não sou de fazer programa nem de roubar”.
ACUSAÇÕES
Ruth fez outras acusações contra os policiais que a prenderam. Segundo ela, só foi presa porque não pagou a quantia de R$2 mil exigidas por um dos policiais para “acertar” sua libertação. “Eu não tinha esse dinheiro e daí me trouxeram para cá”.
A equipe da 18ª Zpol que prendeu a acusada não se encontrava na seccional nem foi localizada para responder as acusações feitas por Ruth.
Após confessar, em depoimento, que estava vendendo drogas na rua da Lama, Ruth acabou sendo autuada pelo crime de tráfico de drogas. Os exames preliminares feitos na droga no Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” (CPCRC) detectaram a presença de cocaína nas “petecas” apreendidas com a acusada. Ruth, após todo o procedimento policial, foi transferida da seccional para o Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Ananindeua, onde ficará presa aguardando decisão judicial. (Diário do Pará)
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