Os desdobramentos da morte de César Meireles Figueiredo, portador de esquizofrenia maníaca depressiva e transtorno bipolar, estenderam-se durante toda madrugada de ontem. Ainda na Seccional de São Brás, onde o caso foi registrado, familiares reforçaram a versão defendida anteriormente, criticaram a ação dos policiais e relataram outros detalhes a respeito do episódio.
A vítima, de 30 anos de idade, foi morto por um tiro na perna, disparado por um policial militar, no final da noite de anteontem. O disparo deveria ser de advertência, mas atingiu-lhe a veia femural.
Segundo a família do rapaz,minutos antes, houve uma briga de família, quando o pai de César, o professor universitário aposentado Cleovaldo Figueiredo, 67 anos, ficou de dar R$ 100 ao filho, mas entregou só R$ 60, o que iniciou a confusão.
“A polícia é despreparada para agir nesse tipo de caso. Nem com um bandido se faz isso”, comentou Cleice Meireles Figueiredo, irmã da vítima. Conforme Cleice e uma outra irmã de César, que preferiu não ser identificada, a mãe delas ainda tentou impedir que os policiais se deparassem com a vítima. “A minha mãe ainda gritou pra eles (policiais) não entrarem, porque ele (César) era doente”, garantiu Cleice.
Posteriormente, familiares e policiais militares envolvidos foram ouvidos na Delegacia de Crimes Funcionais, localizada na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil do Pará. Na unidade policial foi instaurado um inquérito para investigar as circunstâncias da morte de César, informou o delegado Eloy Fernandes, diretor da Corregedoria da Polícia Civil. Leia mais no Diário do Pará.
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