Uma galeria de lojas, localizada na travessa Padre Eutiquio, área central de Belém, foi alvo de uma operação integrada de repressão e combate aos crimes de contrabando e venda de produtos “piratas”, na manhã de ontem.
A ação coordenada pela Polícia Civil, em parceria com o Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Ordem Pública e Guarda Municipal de Belém, deteve cerca de 10 pessoas, entre vendedores e proprietários de lojas que comercializavam produtos contrabandeados, além da apreender grande quantidade de produtos, como celulares, videogames, bolsas com réplicas de grifes importadas e mídias “piratas” de CDs e DVDs. Até o fechamento desta edição, a polícia ainda não havia contabilizado o total de produtos apreendidos.
A operação foi batizada como “Andros”, em alusão à ilha da região do Caribe onde há assaltos nos rios pelos chamados “piratas”. Segundo a coordenadora da ação, a delegada Socorro Maciel, titular da Delegacia do Consumidor (DECON), atrelada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), o objetivo foi coibir a venda de produtos “piratas” e evitar que o consumidor caia no erro de comprar mercadorias contrabandeadas.
“A venda de produto ‘pirata’ é crime e a punição se estende também aos compradores, já que a aquisição de produtos piratas se configura na receptação”, alerta. No interior da galeria, durante a operação, algumas lojas estavam fechadas, mas a maioria continuou recebendo clientes normalmente. A ação também fiscalizou as condições de higiene e manipulação de alimentos perecíveis no local.
De acordo com a coordenadora de Operações da Ordem Pública, Celina de Oliveira, agentes da vigilância sanitária de Belém notificaram dois pontos de vendas de alimentos da galeria. “Os proprietários deverão fazer realizar readequações de infraestrutura nos locais para continuar exercendo a atividade”, informou.
O diretor da galeria, Domingos Fernandez, apoiou a operação nos moldes como foi coordenada, com respeito ao espaço e aos clientes que transitavam pelo local. Segundo ele, no contrato de locação dos boxes não é permitido venda de produtos falsificados. (Diário do Pará)
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