O general Humberto Francisco Madeira Mascarenhas, comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, prestou, na manhã de ontem, esclarecimentos sobre o furto de munição, ocorrido há uma semana, no Quartel do 52° BIS (Brigada de Infantaria de Selva). Entre as principais considerações do general, além da punição dos soldados envolvidos no caso, está a reavaliação do sistema de segurança do paiol de munições do 52º BIS.
O general diz que experiências bem sucedidas de outras organizações militares da brigada serão avaliadas para serem aplicadas no referido paiol.
“Consideramos o paiol seguro como está hoje, mas sempre há possibilidades de contornar situações. Por isso estamos sempre aprendendo e vamos aproveitar o que funciona melhor em outras unidades para aplicarmos aqui”, promete, ventilando até a possibilidade de aparato eletrônico.
Ele confessou ainda que foi pego de surpresa com a notícia, pelo fato de considerar a segurança efetiva e também por envolver a participação de soldados da organização militar. Diante disso, o comandante avalia que o Exército é um espelho da sociedade e não tem como evitar que pessoas de má índole adentrem a instituição, como os cúmplices que facilitaram a ação.
“Apesar deste mau exemplo, não se pode usar o erro de um para associá-lo à imagem dos demais soldados da brigada, que são exemplares”, elogia.
Avaliando a investigação que foi feita na brigada, o general diz que está orgulhoso pelo comando ter dado uma resposta imediata e demonstrado obstinação na investigação, o que, na opinião dele, deve inibir outras ações do tipo.
“Agradecemos a colaboração do superintendente da Polícia Civil, delegado Alberto Teixeira, e do chefe da Polícia Federal, delegado Antônio Carlos Beaubrun, na investigação, que foi feita de forma rápida e efetiva. Agora, além de expulsos do Exército, os envolvidos deverão responder criminalmente pelo fato”, conclui.
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