Quando se fala em problemas de superlotação nos xadrezes de unidades policiais da região metropolitana de Belém, logo vem à mente aquela tradicional imagem de uma cela imunda, os presos espremidos e com os braços para fora da grade. Entre idas e vindas de governo, a situação permanece, contudo o secretário de Segurança Pública do Estado, Luis Fernandes, mesmo adiando a promessa, garantiu que até o final desse primeiro semestre não haverá mais presos nem celas dentro das unidades policiais na região metropolitana.
José Roberto Martins, 18, está em condição de preso de Justiça e, nos primeiros oito dias de prisão, ficou lotado na cela da Seccional do Paar. Somente após esses oito dias ele passou para a central de triagem do Sistema Penal da Cidade Nova. “Eu não estava mais aguentando, é uma situação horrível, não tem espaço para nada durante esses dias que fiquei aqui (Seccional do Paar). Eu não dormi direito, porque não tinha espaço. Tô cuspindo sangue, nem um cachorro pode ficar em um lugar desses”, declarou.
A população carcerária não para de crescer; a cada dia mais presos são apresentados nas unidades policiais. Segundo informações da assessoria de comunicação da Polícia Civil do Estado, hoje, a região metropolitana de Belém conta com 19 delegacias e 12 Seccionais Urbanas e a maioria delas contém celas.
Considerando que a capacidade média de cada uma é para comportar 10 homens, durante a última semana, em ronda pelas seccionais da Região Metropolitana de Belém, a reportagem constatou que, na maioria das celas, não existe menos de 20 presos.
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