Cansadas da rotina em Ananindeua, duas mulheres resolveram migrar na atividade criminosa para o município de Abaetetuba, no Baixo Tocantins, mas acabaram tendo pela frente a Polícia Militar, que vem atuando firmemente no combate à criminalidade tanto de menor como de grande poder ofensivo.
A equipe do aspirante a oficial Ildson Carvalho, com o sargento Max Roberto, cabo Reginaldo e soldado Uelton, realizavam a chamada “saturação” nos bairros do Algodoal, São Sebastião e Santa Clara quando receberam, via 190, uma denúncia dando conta que três mulheres estavam utilizando uma criança de apenas seis anos de idade para praticarem furtos em série nas lojas do comércio abaetetubense.
Quando os militares da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar chegaram às proximidades de uma farmácia, verificaram a presença de duas mulheres, identificadas como Sara Calandrini de Miranda, que estava “no berço” naquele dia e que é moradora do bairro da Guanabara, em Ananindeua; e Rosilda Sousa Oliveira, dentro da referida loja em atitude suspeita.
Segundo uma das testemunhas que esteve na polícia, o sistema de filmagem na loja percebeu o furto, mas para não assustar os clientes o funcionário responsável resolveu chamar a Polícia Militar.
MONITORAMENTO
Os policiais começaram a monitorar os passos das mulheres quando, em dado momento, Rosilda Sousa apanhou diversos produtos e colocou em uma bolsa preta segurada por sua filha, uma criança de apenas seis anos de idade que, provavelmente na inocência, viesse contribuindo para a atividade criminosa.
Constatado que ambas estavam praticando ilícitos penais, foi feita a abordagem e com a prisão das mulheres várias pessoas apareceram no local para fazer o reconhecimento e constataram que tanto Sara de Miranda como Rosilda Oliveira haviam acabado de furtar roupas, calcinhas, toalha e outros produtos de lojas vizinhas.
Interrogadas as mulheres não tiveram como negar o furto sendo encaminhadas para a Delegacia de Polícia Civil em Igarapé-Miri, onde foram autuadas por furto qualificado com base no artigo 155 parágrafo 4ª inciso IV pela delegada Loyana Selma Nogueira. Já a criança foi encaminhada para o Conselho Tutelar de Abaetetuba para os procedimentos legais.
“Já estávamos monitorando a ação delituosa dessas mulheres há alguns dias e o mais interessante é que Sara de Miranda estava completando dezoito anos de idade no dia em que caiu nas garras da operação Broken Windows” disse o aspirante Ildson Carvalho. (Diário do Pará)
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