Durante uma discussão, na madrugada de domingo (8), o pedreiro Rafael da Silva Machado, de 28 anos, agrediu seu próprio companheiro: um adolescente de 16 anos. Segundo Rafael, o relacionamento homoafetivo iniciou há 10 meses e o adolescente morava na mesma casa que o pedreiro. A briga iniciou quando o jovem tentou ir passar o feriado de Dias das Mães com sua genitora.
A Polícia Militar esteve no local e constatou que o adolescente foi maltratado e fez o flagrante do pedreiro, no bairro da Pratinha II. O fato curioso é que Rafael, no ano de 2000, foi suplente do Conselheiro Tutelar do Distrito de Icoaraci, quando atuava na fiscalização do cumprimento das leis relativas aos direitos da criança e do adolescente, seguindo o Estatuto da Criança e do Adolescente.
“Quando começamos a discutir, além de alcoolizado estava agindo fora de mim, pois havia incorporado por uma ‘caboca’ - uma entidade espiritual que sempre recebo. Então não sei relatar com detalhes o que aconteceu”, justificou Rafael, ao ser indagado como iniciou a briga.
“Depois que discutimos, meu namorado quis partir para a casa da mãe dele, por volta das 2h da manhã. Por conta de todos os perigos de violência da madrugada, tentei evitar que ele fosse e apertei com força o braço dele, o que gerou os hematomas”, contou o pedreiro. “Depois que nos entendemos, tomamos um banho e fomos dormir”.
A mãe do adolescente afirmou que recebeu um telefonema de uma vizinha, que escutou uma gritaria durante a madrugada na casa do casal. “Pela manhã, fui até a casa deles e encontrei meu filho com hematomas pelo corpo. Como acompanho a relação deles desde o início, e sei que Rafael bate no meu filho, chamei a Polícia para prendê-lo”, disse a mãe do jovem.
Ao ser questionado sobre agressões constantes no relacionamento, o jovem negou. Segundo o adolescente, a relação era conduzida de forma tranquila e naquela noite foi a única vez que o Rafael o agrediu. “Eu o amo e sou muito feliz. Desde que começamos a namorar, nunca me faltou nada”, afirmou.
Sobre as brigas que os vizinhos escutam, o rapaz disse que as “gritarias” acontecem quando eles e amigos se reúnem em casa para jogar videogame ou quando ocorrem rodas religiosas de candomblé.
EXPLORAÇÃO
Ao ser submetido ao interrogatório, na Seccional Urbana de Icoaraci, segundo o chefe de operações Melo Fera, Rafael da Silva Machado foi atuado em flagrante por “favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável”, por se tratar de um envolvimento com um maior de idade e um adolescente. (Diário do Pará)
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