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POLÍCIA

Violência doméstica: amor que vira doença

Otelo, personagem da literatura clássica, criado por William Sheakespeare, pôs fim à vida de sua esposa Desdêmona, acreditando que ela o havia traído. O personagem asfixiou a companheira até a morte e se transformou em referência histórica de homicida pas

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Otelo, personagem da literatura clássica, criado por William Sheakespeare, pôs fim à vida de sua esposa Desdêmona, acreditando que ela o havia traído. O personagem asfixiou a companheira até a morte e se transformou em referência histórica de homicida passional.

Em vários momentos da humanidade há registros de crimes cometidos em função de um denominador comum da trama: o ciúme doentio. Na maioria dos casos a dose excessiva do sentimento provoca traumas e sequelas devastadoras. Quase todos nós conhecemos algum caso de violência contra mulher. Em alguns deles, a agressão chega ao extremo da brutalidade.

Os olhos da professora aposentada Maria de Fátima Toça Menezes, de 61 anos, ainda refletem a dor e angústia de uma mãe, que perdeu a filha Henrica de Nazaré Poça Menezes, de 36 anos, e vivenciou uma experiência traumática e brutal, no município de Barcarena. “Ontem (09/05) fez dois anos que um assassino tirou a vida da minha filha. Ela foi morta no dia 14 de maio de 2009, com várias golpes de faca desferidos pelo seu ex-companheiro, Odenei Ferreira Araújo”, relembrou Fátima. “Apesar do assassino estar preso, o caso está parado no judiciário”.

“Fiz da minha fraqueza a força”. Foi assim que Maria de Fátima iniciou uma batalha contra a impunidade e a violência contra a mulher em seu município. Em um local abandonado, Maria de Fátima e alguns voluntários conseguiram reestruturar o espaço e transformá-lo no dia 10 de dezembro de 2009, na “Delegacia dos Direitos Humanos”. “O espaço ganhou esse nome, para chamar a atenção das pessoas, por ser um prédio onde funcionava uma delegacia de polícia”, explicou. Em dezembro de 2009, o prédio se tornou sede do Movimento Viva Henrica de Nazaré (Moven), para acolher e orientar mulheres vítimas de violência doméstica. “Com alguns voluntários que abraçaram a causa transformamos o prédio abandonado em um local para combater e minimizar os índices de violência contra mulher na cidade” explica. (Diário do Pará)

>> Leia a matéria completa no site do Diário do Pará

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