U m rapaz de 19 anos ser levado pelo pai à escola não é comum de se ver nos dias de hoje. Era assim que o pai de Walter dos Santos Vilhena disse que fazia com o filho diariamente. No final da manhã de domingo (15), esse pai contou detalhes da rotina que tinha com o filho perante o corpo do rapaz, que levou um tiro. Segundo a polícia, Walter estava na companhia de Miller Geovane Ferreira Xavier. Os dois fizeram vários assaltos pelo bairro do Guamá.
Segundo o delegado Adelino Souza, da Divisão de Homicídio, o Centro Integrado de Operações (Ciop) recebeu várias denúncias de que uma dupla estava realizando vários assaltos às proximidades da rua Augusto Correa, bairro do Guamá.
Um policial militar que estava em dia de folga se deparou com a dupla e fez o disparo que foi certeiro e atingiu fatalmente Walter. Miller, o companheiro de Walter, também foi alcançado e sofreu ferimentos, mas passou por curativo e foi liberado do hospital. Os policiais militares que estavam fazendo o levantamento do local do homicídio explicaram que Walter estava armado de um revólver calibre 38, teria reagido e feito disparo contra o policial.
Walter era o filho caçula dos cinco filhos de Waldeci Vilhena, que sem soltar lágrimas perante o corpo do filho parecia não acreditarna cena que presenciava. “Eu levava ele todos dos dias à escola. Eu fiquei de levar ele para o Mangueirão para ensinar a andar de moto”, disparava o pai, sobre os planos que tinha com o filho.
Walter, de acordo com o pai, estava no 2º ano do ensino médio. Waldeci disse que não sabia do envolvimento do filho no mundo do crime. “Ele foi preso só uma vez por causa de arrastão na rua. Só isso, mesmo”.
Sobre Miller, Waldeci disse que nunca viu antes. “Eu lá sei quem é, nunca vi ele com meu filho”, falou enraivecido.
Miller foi levado à Seccional de São Brás. O delegado Adelino disse que ele (Miller) seria autuado pelo crime de roubo qualificado, caso as vítimas do assalto comparecessem para fazer o reconhecimento. (Diário do Pará)
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