O delegado Nelson Alves Júnior, lotado na Delegacia de Parauapebas, requisitou transferência do braçal Antônio José da Silva 39 anos, que é acusado de molestar sexualmente uma criança de menos de dois anos de idade, no final da semana passada naquele município. O acusado pode ser remanejado a qualquer momento para o Centro de Recuperação de Marabá (CRM), já que, se ficar em Parauapebas corre o risco de ser agredido pelos outros presos.
Atualmente, segundo o investigador Pontes, Antônio da Silva está custodiado numa cela em separado dos demais presos. “Se ele ficar junto com os outros presos já sabe o que vai acontecer”, comentou o investigador, que participou ativamente das buscas e prisão do acusado.
Antônio da Silva foi preso no domingo, em Parauapebas, depois de ter sido apontado como o homem que violentou a criança.
CASA DOS AVÓS
O caso se deu na casa dos avós da criança, no bairro Novo Brasil em Parauapebas. O acusado trabalhava para o avô da criança e aproveitou que estava sozinho na casa para cometer o ato bestial e monstrengo.
Em princípio ele negou o estupro. Porém, na manhã de segunda-feira (16), confessou à imprensa, com a maior naturalidade, que “apenas passei a língua na criança”. Na ocasião da confissão ele estava com visíveis sintomas de embriaguez.
Por conta desse crime, o delegado Nelson Alves Júnior autuou o acusado por estupro de vulnerável, ou incapaz, com base no artigo 217 A, do Código Penal Brasileiro (CPB). Nunca é demais lembrar que a transferência não elimina o risco dele ser molestado, tendo em vista que detentos não convivem harmonicamente com os “Jacks” (estuprador na gíria dos detentos). (Diário do Pará)
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