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POLÍCIA

Carne furtada abastecia venda de churrasquinho

Sem emprego, sem comida e alegando não ter nada pra comer em casa, a dona de casa Elizângela Oliveira Costa, 33 anos, foi apanhada ontem (18) pela manhã quando saía de um supermercado na avenida Boa Esperança e dentro de uma bolsa, policiais militares loc

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Sem emprego, sem comida e alegando não ter nada pra comer em casa, a dona de casa Elizângela Oliveira Costa, 33 anos, foi apanhada ontem (18) pela manhã quando saía de um supermercado na avenida Boa Esperança e dentro de uma bolsa, policiais militares localizaram três sacolas contendo carne de primeira e linguiça.

A mulher não pagou pela mercadoria, segundo informou a delegada Simone Freitas Felinto, motivo pelo qual foi autuada por furto simples, com base no artigo 155 do Código Penal Brasileiro.

Elizângela Costa, segundo a delegada, simulava comprar a carne e pedia certa quantidade e colocava em um carrinho, assim como algumas outras mercadorias.

No trajeto em direção aos caixas, ainda segundo a delegada, ela colocava as sacolas com as carnes dentro da bolsa e quando chegava até o caixa desistia das outras compras e ia embora.

Ela, ainda de acordo com a delegada, havia cometido o mesmo crime na manhã de terça-feira, porém funcionários desconfiaram e ontem resolveram fazer uma abordagem à mulher e conferiram que ela estava com carne escondida dentro de uma bolsa, porém não havia pagado pela mercadoria.

Os funcionários chamaram a Polícia Militar e a dona de casa foi conduzida até a 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá onde foi autuada por furto.

FAMÉLICO DESCARTADO

A delegada descartou a possibilidade de a acusada ter cometido o furto famélico, cujo crime implica em dizer que a pessoa furtou por extrema necessidade de sobrevivência, sem chance de outra alternativa.

“Na verdade ela já tinha cometido o furto outras vezes, então não cabe o furto famélico, até porque desconfiamos que ela estava repassando a carne para alguém que vende espetinho naquele bairro”, disse a delegada.

Para a imprensa, a acusada disse que tinha quatro filhos, e apenas um deles conta com a ajuda do pai. Disse que está desempregada e sem nenhuma alternativa de renda. “Trabalhava de faxineira, mas não estava dando e acabei cometendo essa besteira”. (Diário do Pará)

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