Uma operação conjunta de policiais do Pará e do Maranhão resultou na prisão de uma quadrilha especializada em roubos a bancos que utilizava explosivos para cometer os crimes. Os quatro presos foram localizados, neste final de semana, na cidade de Santa Luzia do Paruá, no Maranhão.
O maranhense Emanoel Pinheiro Oliveira, conhecido por “Júnior”, líder do grupo, é apontado como autor de diversos assaltos a banco nos estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23). Com a quadrilha, os policiais apreenderam duas pistolas, dois revólveres calibre 38, uma espingarda calibre 12 de repetição e farta quantidade de munição, além de quatro cilindros de explosivos com cordéis detonadores.
Os outros presos são Gilvanildo Gonçalves Lopes, também maranhense, e os paraenses Abiel Pereira Lima, natural de Belém, e Carlos Alexandre Silva de Souza, de Castanhal, nordeste do Pará. Eles estão presos no Sistema Penitenciário do Maranhão. Estiveram na operação policial, equipes do GPE (Grupo de Pronto Emprego) e da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), vinculada à DRCO (Divisão de Repressão ao Crime Organizado), da Polícia Civil do Pará e da Coordenadoria do Interior e do Departamento Especializado em Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil do Maranhão.
De acordo com o delegado André Costa, titular da DRRB, a modalidade de assalto a banco com uso de explosivos é mais comum nas regiões sul e sudeste do país. A prática criminosa surgiu recentemente no Pará, precisamente em 20 de abril de 2011, quando aconteceu o roubo a uma agência bancária em Bom Jesus do Tocantins, sudeste do Estado. Bandidos usaram explosivos para tentar abrir o cofre. “Júnior” é suspeito de envolvimento no crime, o que é alvo de investigações.
Ele ressalta que operações de policiais do Pará e do Maranhão são constantes, com objetivo de combater as quadrilhas especialistas em assaltos a banco. “Tivemos, este ano, várias prisões de quadrilhas, como as que roubaram bancos em Baião, no Pará, e em Vila Nova dos Martírios, no Maranhão”, acrescenta o policial civil. Ainda, segundo ele, a cooperação dos dois estados se intensifica, pois as quadrilhas se ramificam e interagem entre os Estados da região para diversificar a área de atuação, principalmente no Pará, Maranhão, Tocantins, Piauí, Goiás e Mato Grosso. (DOL, com informações da Polícia Civil)
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