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POLÍCIA

'Índio' é assassinado com 3 tiros na cabeça

Quase 30 minutos após assaltar uma vítima, José Carlos Souza Cantanhede, 30 anos, conhecido como “Índio”, foi morto na manhã de ontem (25) com três tiros na cabeça, na rua João Batista, localizada na invasão Nova Vida, bairro Águas Lindas, em Ananindeua.

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Quase 30 minutos após assaltar uma vítima, José Carlos Souza Cantanhede, 30 anos, conhecido como “Índio”, foi morto na manhã de ontem (25) com três tiros na cabeça, na rua João Batista, localizada na invasão Nova Vida, bairro Águas Lindas, em Ananindeua. A Polícia Militar acredita que vítima foi executada por ter contraído dividas com traficantes da área.

Segundo o sargento PM D. Souza, da 24ª ZPol, os moradores informaram apenas que escutaram o barulho de três tiros, em seguida já viram o homem morto no chão. “Uma jovem de 25 anos veio até o local e reconheceu José Carlos como o homem que a tinha assaltado, por volta das 11h”.

Ainda segundo o militar, a vítima informou que “Índio” teria roubado dela um celular e a quantia R$ 100, que estavam em sua bolsa. “Depois de 30 minutos, ela disse que ficou sabendo através de moradores, que dois homens desconhecidos teriam matado o assaltante”, afirmou o militar.

No entanto, o sargento acredita que o crime não tenha sido motivado pelo assalto, mas sim por dívidas com os traficantes. “O ‘Índio’ era conhecido no bairro pela prática de assaltos e envolvimento com o tráfico de drogas. Possivelmente ele estava devendo a traficantes”, afirmou o militar.

Muito abalada com o incidente, a irmã de José Carlos, que não quis ser identificada, informou que a vítima não tinha endereço fixo, mas sempre era encontrado andando pelas ruas do bairro, trabalhando como catador de material reciclado. Ao ser questionada sobre possíveis atitudes ilícitas do irmão, disse apenas que ele era viciado em drogas.
Durante a remoção do corpo de José Carlos, os peritos do CPC “Renato Chaves” encontraram uma bolsa de cor rosa, provavelmente de alguma vítima, a quantia de R$ 60 e um cartucho de maconha.

INQUÉRITO
A delegada Jaine Pestana, da Delegacia do Júlia Seffer, informou que há muitas versões sobre o caso. “No momento, será instaurado inquérito policial para investigar e identificar os possíveis autores do crime”. (Diário do Pará)

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