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POLÍCIA

Óxi entra em Belém por via fluvial

Quase sete quilos e meio de pedra de óxi foram apreendidos na manhã de ontem (25), no porto Tamandaré, bairro da Cidade Velha, por meio de um trabalho de monitoramento dos policiais civis da Divisão de Repressão a Entorpecentes, ligada à Divisão de Repres

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Quase sete quilos e meio de pedra de óxi foram apreendidos na manhã de ontem (25), no porto Tamandaré, bairro da Cidade Velha, por meio de um trabalho de monitoramento dos policiais civis da Divisão de Repressão a Entorpecentes, ligada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Na operação, foi preso em flagrante Lee Petterson da Silva Almeida, de 34 anos, que vinha de barco do município de Santarém trazendo a droga no interior de uma mala, em direção à capital paraense.

De acordo com a delegada Ana Indira Vaz, policiais civis foram enviados ao município de Breves para acompanhar o suspeito e monitorar todos os seus passos. “Quando ele desembarcou em Belém, foi feito o flagrante”. Para a delegada, a droga, avaliada em mais de R$ 100 mil, provavelmente veio da região do baixo amazonas para abastecer a Região Metropolitana de Belém.

“Com as investigações, que iniciaram a partir de uma denúncia anônima repassada ao Disque-Denúncia - 181, o entorpecente foi apreendido. A droga ia gerar um lucro bastante elevado aos traficantes, pois caso fossem misturados a outras substâncias, os 7,3 kg de pedra de óxi poderiam gerar quase 100 quilos de pasta base de cocaína”, assegurou Ana Indira.

Ainda segundo a delegada, as investigações apontaram Lee Petterson como morador do Guamá, residente na passagem Paulo Cícero. “Ele ainda não tem passagem pela polícia. Pelo que consta no histórico de Lee Petterson, ele provavelmente seria somente a ‘mula’ que foi paga para transportar a droga a Belém”.

Procurado pela reportagem do DIÁRIO para falar sobre a acusação, Lee Petterson da Silva Almeida não quis se pronunciar. Segundo a delegada Ana Indira Vaz, ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

O delegado Ivanildo Santos, diretor da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), atentou para o fato de que a droga pode ser de fornecedores diferentes, pelo formato e a coloração do entorpecente, além disso, a maior quantidade veio em forma de ‘roletes’ e outra parte em tabletes.

FACILIDADE
O diretor ressaltou ainda que a forma mais utilizada para comercializar o óxi é vendê-lo em pequenas pedras. “Além de ser mais rápido e prático ao traficante, a mistura com outras substâncias que gera a pasta base de cocaína, como a barrilha e o fluido de bateria, tira parte do poder alucinógeno do óxi”.
“A droga é o resultado da mistura do resto do refino das folhas de coca, ácido sulfúrico, cal virgem e querosene. Isso no organismo humano tem o poder devastador, que transforma os viciados em verdadeiros zumbis”, finalizou o delegado. (Diário do Pará)




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