O final da manhã de quarta-feira, 25, no campus da UFPA foi marcado por uma grande confusão entre alunos do curso de Ciências Sociais e seguranças da instituição. As marcas da violência ficaram no braço do estudante Rafael Galvão, de 20 anos.
Ele teria sido agredido pelo segurança Ruben Marvan Moura quando estava na orla do campus em companhia de outros colegas. “Eu tinha acabado de chegar. Os meus colegas estavam jogando xadrez e disseram que o segurança já tinha aparecido e mandado eles irem embora de lá. Quando eu vi ele voltou e mandou a gente sair, só que na maior grosseria. Ele estava acompanhado de policiais militares que me seguraram enquanto ele (segurança) me agredia. Foi uma ação truculenta. Eu não estava fazendo nada. Ele foi covarde”.
Segundo o segurança Ademir Dias, a segurança do campus havia recebido a denúncia de que o grupo de alunos estaria consumindo entorpecentes e o colega teria ido verificar a situação. “Ficamos sabendo por meio de um bombeiro que fica em um posto perto da estação de tratamento de água, onde eles estavam, que o grupo estava fumando maconha. O Marvan foi até lá e disse que foi agredido verbalmente pelos alunos. Como se sentiu ameaçado, acionou a polícia. A confusão foi grande. Um grupo foi levado para prestar esclarecimento na polícia e outro foi embora do local”.
DEFESA
Os alunos se defendem dizendo que estavam apenas jogando xadrez. “Ninguém estava fumando maconha. Somente jogando. O espaço é público e temos o direito de permanecer onde quisermos. Assim como temos o direito de sermos respeitados e de termos proteção da segurança do Campus e não apanhar deles. Os alunos vivem com medo de serem assaltados. Precisamos de segurança, principalmente depois das 20h quando aumenta o risco de assaltos e não temos segurança para isso”, disse Pedro Henrique Tavares, de 23 anos.
REITORIA
Durante a tarde alunos do Diretório Central Estudantil (CDE) e do curso de Ciências Sociais foram até a reitoria protestar. Eles foram recebidos pelo reitor Carlos Maneschy. “Vamos apurar os fatos e caso fique comprovado que houve abuso por parte do nosso servidor, vamos abrir um inquérito administrativo”, disse o reitor. O caso foi registrado na Seccional do Guamá. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar