Enquanto passavam em frente de uma escola estadual do bairro do Jurunas, na manhã de ontem (27), Devanildo dos Santos Batista, conhecido por “Bolota”, e Pablo Jean Santos da Silva, ambos com 18 anos, foram abordados pela PM por estarem em situação suspeita.
A polícia encontrou com eles três “petecas” de pasta base de cocaína e um cartucho de maconha. Na primeira versão dada à polícia, eles afirmaram que a droga encontrada seria para consumo próprio. Ao serem conduzidos à Seccional Urbana da Cremação, Devanildo revelou outra versão. “Passávamos de bicicleta pela passagem Santa Terezinha, quando percebi que tinha um ‘bolo’ de papel em cima da lombada, ao abrir percebi que era droga e resolvi levar comigo. Nesse momento a Polícia Militar nos abordou”, contou Devanildo, ao ser questionado sobre o fato pelo chefe de operações, Carlos Moreira, do distrito policial do bairro da Cremação.
Segundo o major PM Fialho, da 4ª ZPol, ao fazer ronda pela área recebeu informações de moradores de que dois “jovens” suspeitos estariam armados procurando alguma vítima pelo bairro. “Ao encontrá-los e pedir que parassem para ser realizada a revista, eles demonstraram situação suspeita, tentando se esconder por trás de um carro, que estava estacionado. Foi quando consegui encontrar a droga”, contou o militar.
Na Seccional da Cremação, a mãe de Devanildo procurou o distrito policial para tentar “amenizar” a situação do filho. Ela não acreditou na versão dos policiais e chegou a acusar a PM de ter colocado a droga no bolso de Devanildo para incriminá-lo. Porém, ao escutar a história contada pelo próprio jovem, a mulher ficou desapontada com a realidade e passa mal.
SOFRIMENTO
Devanildo contou ainda que a mãe sofre bastante, pois dos seus sete filhos, três cumprem pena por praticar crimes na
Cremação. O chefe de operações da Seccional da Cremação, Carlos Moreira, informou que apesar da pouca quantidade de entorpecentes, Devanildo dos Santos Batista e Pablo Jean Santos da Silva serão atuados em flagrante por tráfico de drogas.
“Eles estavam em frente da escola tentando vender a droga para os alunos e isso é muito grave. Os dois são conhecidos pelos crimes que cometem na Cremação, antes atuavam como assaltantes, com a repressão da polícia na área, eles começaram a atuar no tráfico de drogas”. (Diário do Pará)
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