Uma das táticas criminosas que passaram a fazer parte do cotidiano nas chamadas “bocas de fumo” é a gerencia dos negócios nas mãos de adolescentes, que, por força do Estatuto da Criança e do Adolescente, têm tratamento diferenciado caso a polícia estoure os pontos.
Tem sido comum tanto na capital quanto no interior a apreensão de menores de idade envolvidos com grande quantidade de entorpecente e um estudo feito por policiais que atuam no combate apontou mais esta novidade. “Se pegar, eles são menores e têm benefícios da lei”, informou um investigador, que pediu anonimato.
Na cidade “que não dorme”, como é chamada Vigia de Nazaré, região nordeste do Estado, policiais civis, em parceria com a Polícia Militar, após diligências visando capturar grandes traficantes da região, encontrou em uma boca de fumo um adolescente a serviço do tráfico.
Com ele foi encontrada grande quantidade de entorpecente, que deveria ser do pai do menino, que, segundo a polícia, vem sendo procurado. O jovem foi levado à presença do Conselho Tutelar e, ao ser ouvido, constatou-se que é filho de um dos principais traficantes da região. O adolescente indicou outros pontos de venda de drogas de seu pai, onde foram encontrados diversos entorpecentes, bem como objetos provenientes de roubos que viciados trocavam para adquirir o produto.
FUGA
A presença da operação comandada pelo delegado Cláudio Gomes e policiais civis e militares fez com que os traficantes fugissem. Segundo o titular da Delegacia de Vigia, essas atividades de combate ao tráfico de drogas no município tornaram-se constantes. “A determinação do delegado Edivaldo Nazareno Dias Lima, superintendente regional da Zona do Salgado, é para reprimir o tráfico de drogas e o crime organizado na região”, informou o delegado Cláudio Gomes. (Diário do Pará)
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