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POLÍCIA

Uruguaio morto a facadas dentro de casa no Marajó

O latrocínio de um uruguaio de 71 anos, na madrugada de sábado, 28, chocou os moradores da pacata cidade de Cachoeira do Arari, no Marajó. Hugo Odilio Martines já era bastante conhecido entre os moradores da cidade por desenvolver trabalhos com o Museu do

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O latrocínio de um uruguaio de 71 anos, na madrugada de sábado, 28, chocou os moradores da pacata cidade de Cachoeira do Arari, no Marajó. Hugo Odilio Martines já era bastante conhecido entre os moradores da cidade por desenvolver trabalhos com o Museu do Marajó, voltado às crianças e jovens da comunidade. Ele era especialista na confecção de violinos e estava ensinando moradores da comunidade a confeccionarem e tocarem o instrumento.

Hugo foi surpreendido na pequena casa, localizada na rua do Museu, centro, onde morava com a esposa, a carioca Maria Luiza Guedes Matos, 61 anos, durante a madrugada. Ele dormia em uma rede, enquanto a esposa estava em outro cômodo da casa dormindo na cama. Três elementos conseguiram entrar sem fazer o menor barulho. Encontraram Hugo dormindo e desferiram-lhe várias facadas pelo corpo, mas um golpe fatal atingiu-lhe o pescoço à altura da jugular.

A esposa somente percebeu que algo de estranho estava ocorrendo quando ouviu ruídos vindos da sala. Os assassinos já haviam saído. Maria Luiza viu apenas uma enorme poça de sangue e o esposo, sem vida, na rede.

ENTERRO
Há dez anos na Amazônia e há um ano e meio em Cachoeira do Arari foi o tempo suficiente para a construção de amizade que o lutier (pessoa especializada na construção e reparos de instrumentos musicais) conquistou. Alguns desses amigos participaram, na manhã de ontem, da cerimônia de despedida do artista, no cemitério Recanto da Saudade, em Ananindeua.

O parente mais próximo de Hugo no Brasil é a esposa, mas ela não quis falar com a reportagem. O psicólogo Adriano Silva, 34, que é amigo do casal, e que já estava se preparando para montar um material para iniciar seus escritos sobre a vida do lutier é que contou sobre o trabalho de pesquisa e social que o uruguaio vinha exercendo.

“Ele era um pesquisador e o objetivo dele era ir em busca de materiais para extrair o melhor som. Ultimamente ele estava fazendo experimentos de instrumentos à base de osso de búfalo”, explicou o amigo. (Dário Pedrosa, de Salvaterra, e Bruna Lima).



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