A superlotação e as condições insalubres no interior da carceragem da Seccional Urbana do PAAR, em Ananindeua, geraram uma rebelião na manhã de ontem (31). A confusão teve início por volta das 10h, mesmo horário do motim no Crama, de Marabá (leia mais na página 7), durante o banho de sol e a entrega do almoço para os 40 presos, no local onde só deveria haver no máximo 20. Armados com estoques feitos com pedaços de ferro, retirados da laje da cadeia, eles mantiveram dois agentes prisionais como reféns.
O primeiro refém foi solto duas horas depois, com a solicitação da entrada de água, comida e a presença de familiares e da imprensa. O segundo agente prisional só foi liberado após quase quatro horas de negociações entre os amotinados, representantes de Polícia Civil do Estado, do Ministério Público e do poder judiciário, que resultou na transferência de 12 presos.
Segundo o agente prisional Willian Cardoso, no momento que deslocavam os presos para a área do banho de sol, os presos renderam os agentes Marcos Vidal Nahum Fernandes e Antônio Denison Carvalho da Silva. Com a chegada de policiais da Polícia Militar, ROTAM, GPE (grupo especial da Polícia Civil do Pará) e profissionais da imprensa, começaram as negociações e o agente prisional Marcos Vidal Fernandes foi solto.
Enquanto isso, Antônio Carvalho permaneceu dentro da cela e por vários momentos era mostrado, com estoques apontados na altura do pescoço. “Nem animal consegue ficar num lugar desses”, protestava um dos presos, enquanto a imprensa questionava sobre as condições da carceragem. (Diário do Pará)
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