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POLÍCIA

PMs sufocaram rebelião no Crama, em Marabá

Policiais militares do Grupo Tático Operacional (GTO), comandados pelo capitão Manoel Moura de Santana Neto, sufocaram, ontem pela manhã, uma tentativa de rebelião no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) de Marabá. Um grupo de seis deten

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Policiais militares do Grupo Tático Operacional (GTO), comandados pelo capitão Manoel Moura de Santana Neto, sufocaram, ontem pela manhã, uma tentativa de rebelião no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) de Marabá. Um grupo de seis detentos do Pavilhão A se amotinou por volta das 10h. Um dia antes, seis agentes prisionais haviam sido exonerados.

Segundo o diretor da casa penal, Emmett Alexandre da Silva Molton, os detentos alegaram que o motim seria por falta de servidores, pois eles não estariam sendo atendidos em algumas demandas rotineiras.A intenção dos presos seria fazer refém um “avião”, que nada mais é do que um detento que fica nos corredores fazendo o papel de “leva e trás” de refém, para então iniciarem uma rebelião.

O plano dos rebeldes foi descoberto, o “avião” resgatado em tempo e os militares do GTO foram chamados para impedir a continuidade do motim. “Não posso provar se estavam ou não aliados com os presos, mas eles (ex-agentes prisionais) não se encaixaram no meu perfil de trabalho. Além do mais estamos iniciando um trabalho novo, portanto damos preferência para agentes novos que devem ser lotados em breve”, comentou Emmett Alexandre.

O Crama atualmente conta com apenas 25 agentes, entre homens e mulheres. Por plantão ficam apenas 5 agentes, o que em tese é um número bastante diminuto, levando-se em consideração a quantidade de presos.Na manhã de ontem, estavam custodiados 537, sendo que esta casa penal foi projetada para receber no máximo 180 apenados.

REVISTA
Assim que o motim foi sufocado, os agentes prisionais iniciaram uma revista no Pavilhão A e localizaram cinco celulares, com cinco carregadores, uma faca, um estoque e 22 “trouxas” de maconha. “Vamos intensificar o nosso trabalho aqui, pois posso até não acabar com a entrada de droga na cadeia, mas nos esforçamos ao máximo para diminuir a quantidade”, comentou Emmett Alexandre.

O diretor informou ainda que quatro detentos, Antonio Carlos Pereira da Silva, Fábio Câmara Cavalcante, Ismael Ribeiro da Silva e Wilson Pereira de Sousa, devem ser transferidos, ainda esta semana, para uma penitenciária em Belém. A medida, segundo o diretor do Crama, é evitar que eles continuem exercendo certa liderança no cárcere e fomentem novos motins e até mesmo rebeliões. “A liderança aqui é nossa e do Sistema Penitenciário”, acrescentou.

TRANSFERÊNCIA
Os detentos Antonio Carlos Pereira da Silva, Fábio Câmara Cavalcante, Ismael Ribeiro da Silva e Wilson Pereira de Sousa devem ser transferidos, ainda esta semana, para uma penitenciária em Belém, de acordo com o diretor do Crama, Emmett Alexandre da Silva Molton. (Diário do Pará)



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